Levantamento da Influency.me e Opinion Box mostra que influenciadores impulsionam consumo, mas conversão depende de confiança, relevância e validação ao longo da jornada de compra

(Imagem: Magnific – anteriormente Freepik)
São Paulo, maio de 2026 — A influência digital já faz parte da jornada de compra dos brasileiros, mas a conversão depende cada vez mais de relevância, confiança e validação. É o que revela o relatório Consumo e Influência Digital 2026, produzido pela Influency.me em parceria com a Opinion Box, a partir de entrevistas com 1.201 usuários de redes sociais em todo o Brasil.
Segundo o estudo, 69% dos consumidores já compraram produtos indicados por influenciadores nos últimos seis meses, o que reforça o papel da influência digital na descoberta de marcas e produtos. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra um consumidor mais criterioso ao longo da jornada de compra: metade dos entrevistados (50%) afirma clicar em links de indicação apenas quando o item desperta interesse real, indicando que alcance e visibilidade, sozinhos, já não garantem conversão.
“A influência digital continua funcionando como uma ferramenta relevante de descoberta de produtos, mas influenciador não é vendedor e conversão não acontece de forma automática. Uma campanha eficiente começa muito antes da publicação, com pesquisa de público, entendimento de contexto e escolha criteriosa dos criadores mais alinhados à marca e ao comportamento da audiência. O que a pesquisa mostra é que o consumidor está mais racional: ele avalia necessidade, identificação e confiança antes de clicar em links ou considerar uma compra”, afirma Nathalia Cremoneze, diretora de Operações da Influency.me.
Influência segue relevante na descoberta de produtos
Os resultados apontam uma mudança no comportamento de consumo nas redes sociais, marcada por uma postura mais analítica antes do clique ou da finalização da compra. Após visualizar recomendações feitas por creators, 31% dos entrevistados consultam valores em outras plataformas, 26% buscam avaliações e comentários de terceiros e 19% checam a reputação das empresas.
Esse comportamento reforça que o marketing de influência segue relevante dentro da jornada de consumo, mas conectado a um cenário em que o público busca mais informações antes de tomar decisões. Nesse contexto, o influenciador atua como ponto de partida para pesquisa, comparação e aprofundamento sobre produtos e serviços.
Ao mesmo tempo, consumidores demonstram maior valorização de conteúdos que transmitam experiência real de uso. Entre os fatores que mais convencem o público em publicações patrocinadas estão criadores que demonstram conhecimento sobre o produto (68%), apontam pontos negativos (64%) e respondem dúvidas técnicas (57%).
Conteúdo mais próximo da rotina aumenta identificação
Os resultados também indicam mudança na percepção sobre formatos de conteúdo nas redes sociais. Para 70% dos entrevistados, fotos que mostram produtos em uso no cotidiano passam mais credibilidade do que imagens altamente produzidas.
A preferência se repete em vídeos. Segundo o levantamento, conteúdos com edição leve (43%) ou sem edição (32%) geram mais confiança do que produções excessivamente profissionais. O dado aponta uma valorização crescente de conteúdos associados à experiência real e à identificação com a rotina do creator.
Influenciador amplia papel na jornada de consumo
Os dados do relatório mostram que o marketing de influência continua relevante para marcas e consumidores, mas inserido em uma lógica de relacionamento mais baseada em confiança e contexto de uso. Nesse cenário, creators passam a desempenhar um papel ligado não apenas à divulgação, mas também à validação de informações e esclarecimento de dúvidas ao longo da jornada de compra.
A pesquisa reforça ainda que alcance e visibilidade seguem importantes, mas deixam de atuar de forma isolada. Para consumidores, relevância, autenticidade e percepção de utilidade se consolidam como fatores que influenciam o avanço da jornada até a conversão.