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77% das empresas globais mudam o foco em eficiência e passam a usar IA como estratégia de crescimento e inovação, aponta estudo da Thoughtworks

  • Quase metade dos líderes empresariais espera aumento de mais de 15% na receita com IA em 10 anos
  • A IA agêntica está emergindo como uma prioridade, com 35% das organizações considerando-a um foco principal

De acordo com uma nova pesquisa da Thoughtworks, consultoria global de tecnologia que integra design, engenharia e IA para impulsionar a inovação digital, 77% dos líderes empresariais mudaram suas estratégias de IA, passando da redução de custos para o crescimento e a inovação. Entre as grandes empresas, essa mudança sobe para 92%.

A pesquisa entrevistou 3.500 tomadores de decisão de TI e líderes executivos, juntamente com 3.500 consumidores nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Índia, Brasil, Singapura e Austrália.

Os resultados mostram que a IA está rapidamente deixando de ser uma ferramenta administrativa para se tornar um fator determinante no desempenho da receita. Vinte e sete por cento dos executivos em todo o mundo esperam um crescimento de receita de até 10% com IA no próximo ano. Índia e Brasil são os mais otimistas, com 49,2% em cada mercado esperando um aumento de receita superior a 15% em cinco anos. A Alemanha é mais cautelosa, com 28,8%, e a Austrália, com 20%. Quase metade dos líderes globais espera que a IA proporcione um aumento de receita superior a 15% em uma década.

A IA agêntica também está emergindo como uma clara linha divisória na velocidade com que as regiões estão avançando. Globalmente, 35% dos líderes afirmam que a IA agêntica agora é uma prioridade máxima. A Índia lidera com 48,6%, seguida por Singapura com 40,8% e o Reino Unido com 40%. O Brasil aparece com 28,2% e os Estados Unidos com 28%, enquanto a Austrália registra 23,4%. A Alemanha fica próxima da média global com 31%, mostrando interesse constante, mas aceleração mais lenta.

“Isso marca uma mudança estrutural na forma como as organizações planejam o crescimento”, disse Rachel Laycock, diretora de tecnologia da Thoughtworks. “Os líderes não estão mais perguntando o quão eficientes podem se tornar. Eles estão perguntando o quão expansivos podem ser. As organizações que estão avançando mais rapidamente são aquelas que integram a IA ao núcleo de suas operações.”

O Brasil se destaca como um dos mercados mais otimistas em relação ao impacto econômico da inteligência artificial. Quase metade dos líderes empresariais brasileiros (49,2%) espera que a IA gere um aumento de receita superior a 15% nos próximos cinco anos, índice alinhado ao da Índia e acima de mercados maduros. Esse otimismo, no entanto, convive com um ritmo mais gradual de adoção de tecnologias avançadas: apenas 28,2% das organizações no país apontam a IA agêntica como prioridade estratégica, percentual abaixo da média global. Ainda assim, o mercado brasileiro mostra sinais claros de que a IA está sendo incorporada como alavanca de crescimento e geração de valor, e não apenas como ferramenta de eficiência operacional, com 50% das empresas relatando aumento líquido na criação de novas funções impulsionadas pela colaboração entre pessoas e sistemas de IA.

A pesquisa também mostra uma mudança significativa dentro dos conselhos administrativos em todo o mundo. Mais da metade das empresas pesquisadas agora têm um Diretor Executivo de IA. A adoção do cargo é maior na Índia e no Brasil e menor na Austrália e na Alemanha, que ficam atrás da média global. Entre as organizações com um Diretor Executivo de IA, 72% afirmam que o cargo detém autoridade orçamentária e responsabilidade pelo retorno do investimento.

“O papel do Diretor Executivo de IA não é mais experimental”, disse Shayan Mohanty, Chief AI Officer (CAIO) da Thoughtworks. “Ele está no centro da estratégia. As empresas que estão se destacando são aquelas que fazem da IA ​​parte de sua base, em vez de um projeto paralelo.”

Os consumidores permanecem céticos

Embora a confiança empresarial esteja aumentando, muitos consumidores ainda não têm certeza de como a IA afetará seu dia a dia. Globalmente, 21% dizem que a IA não terá impacto sobre eles nos próximos cinco anos. No Reino Unido, esse número sobe para 38% e nos Estados Unidos chega a 32%. O ceticismo é menor em mercados como o Brasil e a Índia, onde os consumidores relatam maior exposição a serviços assistidos por IA. As preocupações também variam bastante entre as regiões. O medo da desinformação é maior nos Estados Unidos e no Reino Unido, enquanto a demanda por transparência é mais forte no Brasil e na Índia.

Apesar dessas preocupações, a maioria dos consumidores relata experiências positivas com IA. 72% dizem que a IA está agregando valor ao seu trabalho ou vida pessoal. Um quarto dos entrevistados afirma que a IA os ajudou a aprender uma nova habilidade e 13% dizem que usaram a IA para criar uma nova fonte de renda.

A IA remodela o talento e o crescimento do emprego

As descobertas desafiam os temores comuns de que a IA levará à perda generalizada de empregos. Globalmente, 84% dos líderes empresariais afirmam que a IA está aumentando o talento, não o substituindo. A criação de empregos varia muito entre os mercados. A Índia lidera com 57,1% das organizações relatando um aumento líquido nas funções criadas por meio da colaboração entre humanos e IA. O Brasil vem em seguida, com 50%. Os Estados Unidos registram 36% e a Austrália, 33%. Em todo o mundo, 22% das organizações afirmam ter criado novas trajetórias de carreira impulsionadas pela IA que não existiam antes.

O estudo mostra que a IA não está eliminando a ambição. Ela está expandindo. As empresas que tratam a IA como uma forma de elevar seus funcionários construirão vantagens competitivas mais fortes.

Recursos de apoio:

 

Sobre o estudo

A pesquisa foi conduzida pela Censuswide entre setembro e outubro de 2025. Foram entrevistados 3.500 tomadores de decisão de TI e executivos de alto escalão, além de 3.502 consumidores em sete mercados globais. A Censuswide segue o código de conduta da Market Research Society e os princípios da ESOMAR.

Outras conclusões do estudo

  1. Qual o nível de confiança das empresas de que elas estão à frente da concorrência no uso de IA para crescimento?

Globalmente, 61% das organizações acreditam estar à frente de seus pares do setor na captura de valor impulsionado por IA. A Índia apresenta o maior nível de confiança, com 78%, seguida pelo Brasil, com 76%.

  1. Qual a extensão do FOMO (medo de ficar de fora) da IA ​​entre os líderes empresariais?

O FOMO da IA ​​é real. Em todo o mundo, 56% dos executivos afirmam sentir pressão competitiva para adotar a IA rapidamente. Singapura apresenta o maior nível de ansiedade, com 66%, seguida pela Índia, com 62,8%.

  1. Qual o papel de uma estratégia de IA clara na adoção bem-sucedida?

Uma estratégia de IA clara é tanto a maior barreira quanto o maior acelerador para as organizações. Globalmente, 29% das empresas afirmam que a falta de uma estratégia é o principal obstáculo para concretizar todo o potencial da IA. Ao mesmo tempo, 45% dizem que uma estratégia clara é o fator mais importante para escalar a IA com sucesso, seguida pela infraestrutura tecnológica com 35% e dados de alta qualidade com 31%.

  1. Qual é, segundo as empresas, o maior impacto das iniciativas de IA bem-sucedidas?

Globalmente, o valor vitalício do cliente aumentou para 17% das organizações devido à IA. Singapura lidera com 23%, seguida pela Índia com 20%.

  1. O que motiva as empresas a serem transparentes sobre o uso da IA?

O principal motivador global é a construção da confiança do cliente e da fidelidade à marca, citado por 30% das organizações. O Brasil lidera com 37% e a Índia com 36%.

  1. Quais países estão passando mais rapidamente da eficiência para o crescimento?

A Índia e o Brasil mostram a mudança mais forte, com mais de 92% concordando que sua estratégia de IA passou para o crescimento e a inovação. A Austrália é o país com a mudança mais lenta, com apenas 62,8% relatando a transição, o que está bem abaixo da média global de 77%.

  1. Quais mercados esperam os maiores ganhos de receita com IA?

A Índia e o Brasil antecipam o maior impacto na receita, com 49,2% esperando que a IA proporcione um aumento de mais de 15% em cinco anos. A Alemanha é muito mais cautelosa, com 28,8%, e a Austrália, com 20%.

  1. Onde a criação de empregos por IA é mais forte?

A Índia lidera com 57,1% das organizações relatando um aumento líquido nas funções criadas por meio da colaboração entre humanos e IA. O Brasil vem em seguida, com 50%. Os Estados Unidos estão com 36%, e a Austrália, com 33%.

  1. Quais países demonstram o maior comprometimento com a IA agêntica?

A Índia lidera novamente, com 48,6% citando a IA agêntica como um futuro foco principal. Singapura vem em seguida, com 40,8%. O Brasil está notavelmente mais abaixo, com 28,2%.

  1. Onde as organizações se sentem mais limitadas pela regulamentação?

O Brasil enfrenta a maior pressão regulatória, com 28% citando a regulamentação como a principal barreira para a realização de todo o potencial da IA. Este valor é significativamente superior à média global e muito superior aos 9,6% da Índia e aos 11,9% dos Estados Unidos.

 


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