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A inovação nas políticas públicas: os avanços do movimento empreendedor

Autoridades e especialistas avaliam cenário em café da manhã promovido pela Anprotec
Brasília, dezembro de 2011 – Uma agenda de inovação cada vez mais positiva em prol da geração de valor. Foi sob essa ótica que as autoridades e especialistas presentes no café da manhã realizado pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) na última quinta-feira (dia 08), em Brasília (DF), apontaram os avanços ocorridos no setor, principalmente no que se refere à articulação de iniciativas em ciência, tecnologia e inovação.
Nelson Fujimoto, secretário da Secretaria de Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), elencou alguns marcos que passaram a representar grandes conquistas para o movimento do empreendedorismo inovador. Assim como ele, o Secretário Executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antonio Elias, destacou a importância do ano de 2011, considerando a decisão do governo federal em tornar a inovação um eixo estruturante de políticas públicas, no momento em que a área foi inserida no Plano Plurianual (PPA 2012/2015).
Nessa mesma linha, o Diretor Geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, afirmou que há uma mudança perceptível na agenda da inovação no país quando o tema ganhou espaço no âmbito das políticas públicas, mas que ainda há uma série de desafios no que se refere à eficiência da máquina pública. Para exemplificar, Lucchesi comparou o tempo que as empresas dedicam para o recolhimento das obrigações tributárias na China, que é de cerca de 200 horas, e no Brasil, chega a levar 3 mil horas.
Conhecimento e jovens empreendedores
Ao encontro dos apontamentos feitos por Lucchesi, o Secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ronaldo Mota, fez referência à sustentabilidade das empresas, sobretudo as nascentes e que buscam apoio nas 384 incubadoras espalhadas pelo país. “A sustentabilidade de uma empresa deve estar ancorada em vários fatores e a inovação é um deles. Dentre outros, valorizo a atuação da Anprotec com seus múltiplos olhares para entender toda a cadeia produtiva e os jovens empreendedores”.
Glaucius Olivo, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mencionou a importância da formação desses jovens empreendedores diante da necessidade de atender à demanda de crescimento econômico. Relembrando o ano comemorativo do CNPq, que completa 60 anos em 2011, apoiando e fomentando a formação de cientistas, técnicos e, especialmente, engenheiros. Olivo traçou um panorama positivo de atuação da instituição e sua articulação em prol da produção científica brasileira, já que o Brasil é o 12º no ranking de produção científica e produz cerca de 3% do conhecimento científico no mundo.
Balanço Anprotec
Além das considerações acerca do cenário, o atual presidente da Anprotec, Guilherme Ary Plonski, fez um balanço da gestão e dos resultados obtidos nos últimos quatro anos, período em que esteve à frente da Associação.
Em termos de parcerias, ressaltou o nome de instituições como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com a qual lançou editais e desenvolveu uma articulação política mais próxima. “Atualmente, o tema inovação está na agenda das discussões e isso se deve, em grande medida, pela atuação da Anprotec, seus parceiros e associados”, afirmou.
Durante sua apresentação, Plonski também apontou dez iniciativas de sucesso em 2011, dentre os quais se destacam a participação de representantes de 22 Estados e 13 países estrangeiros na última edição do Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, realizado em Porto Alegre de 24 a 28 de outubro, e os 15 anos de maturidade do Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador.
Homenagem a um homem visionário: Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque
Na data em que completaria 79 anos, Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque foi homenageado pelos dirigentes da Anprotec. Francilene Garcia, que assumirá a presidência da Anprotec, a partir de janeiro do ano que vem, relembrou a atuação de Lynaldo no movimento e sua trajetória, passando pelos tempos em que eram criados os primeiros núcleos de inovação tecnológica (NITs), há 30 anos.
Lembrado pelo “espírito pioneiro e inovador”, recebeu homenagem por seu destaque no setor de ciência, tecnologia e inovação, ao atuar como ex-Presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), ex-Reitor da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) e ex-Presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE/PB, entre outros.
Enquanto Francilene apresentava o livro “Lynaldo Cavalcanti além das palavras”, da autoria de Ivan Rocha Neto, fez uma breve menção: “Lynaldo não foi somente um homem a frente de seu tempo, mas uma inspiração para que tenhamos um espírito empreendedor e reconheçamos o momento pelo qual passamos, de modo a continuarmos avançando no setor de C, T&I”.

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