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A necessidade de modernizar sistemas críticos entra no centro da agenda do setor financeiro

No TQI Summit, executivos e especialistas analisam os impactos da inércia tecnológica e os caminhos para transformar sistemas legados em ativos estratégicos

Divulgação:TQI

São Paulo, abril de 2026 – A necessidade de modernizar sistemas críticos entrou definitivamente no centro da agenda do setor financeiro brasileiro. Esse foi o pano de fundo do TQI Summit 2026, evento promovido pela TQI, que reuniu executivos de grandes instituições para discutir os desafios da transformação tecnológica em ambientes de alta complexidade.

Estiveram presentes Gilson Finkelsztain (B3), Maurício Minas (Bradesco e B3), Felix Cardamone (Banco Bmg), Mary Ballesta (Santander), Wanderley Baccala (Porto Bank), Wallace Jagiello (Bradesco), Luiz Freitas (Tribanco), Ricardo Coelho de Sousa (Itaú), Alberto Delgado (Volkswagen Financial Services) e Mário Anseloni (TQI), entre outros nomes do setor. O encontro teve patrocínio de Jabuti AGI e Temenos, com apoio de AWS, BR Angels e ISG.

O consenso entre os participantes é que a modernização deixou de ser uma agenda técnica. Passou a ser tratada como variável direta de competitividade, com impacto sobre eficiência, risco operacional e capacidade de crescimento. Nesse contexto, o avanço da inteligência artificial aparece condicionado a fundamentos ainda não resolvidos em muitas organizações: qualidade de dados, arquitetura e execução.

Modernizar deixou de ser uma escolha técnica

Na abertura, Mário Anseloni, Gilson Finkelsztain e Felix Cardamone, trouxeram a perspectiva dos CEOs sobre a gestão da inovação em ambientes críticos, sem perder competitividade e mitigação de riscos.

A discussão destacou a importância de priorizar iniciativas com geração de valor para a organização e de conduzir a evolução tecnológica de forma organizada e orientada, harmonizando eficiência operacional, segurança e capacidade de entrega.

O debate também evidenciou aplicações práticas de inteligência artificial com ganhos concretos de produtividade, além de reforçar a relevância da colaboração entre instituições para o fortalecimento da segurança cibernética.

Na sequência, Ademir Polesso (TQI), Wallace Jagiello (Bradesco) e Luiz Henrique Freitas (Tribanco) trataram sistemas legados como ativo estratégico. O painel destacou o papel desses sistemas na sustentação das operações e na consolidação de regras de negócio, defendendo abordagens que combinem modernização gradual, governança por métricas e controle de custos. Questões como retenção de talentos e preservação do conhecimento também foram apontadas como desafios estruturais.

Em um bate papo entre Mário Anseloni e Maurício Minas, a inteligência artificial foi posicionada como componente central na evolução dos modelos operacionais, especialmente com o avanço para aplicações mais autônomas.
O debate também ressaltou a relevância de fundamentos tecnológicos consistentes, especialmente em dados, arquitetura e infraestrutura, como base para viabilizar essa evolução, além de evidenciar desafios críticos, como o aumento das fraudes, a pressão sobre custos e a necessidade de maior disciplina na gestão. Nesse contexto, destacou-se a importância de estruturas de governança bem definidas e do preparo organizacional para garantir uma adoção sustentável e alinhada aos objetivos do negócio.

Execução, risco e valor: os desafios reais da transformação

No painel com Dorival Dourado (Banco BMG), Glória Guimarães (Associação Brasil Digital 30+) e Jorge Krug (Banrisul), o foco esteve nos desafios práticos da transformação de sistemas. A discussão trouxe uma visão realista sobre os riscos envolvidos, incluindo impactos operacionais e a necessidade de planejamento rigoroso. O debate também destacou o papel dos conselhos e da alta gestão na tomada de decisão, além da importância da formação de profissionais para sustentar o avanço contínuo da tecnologia.

Já a discussão liderada por Philippe Rosa (TQI), Mara Santos (AWS), Mary Ballesta (Santander) e Rafael Barros (Temenos) aprofundou o conceito de custo invisível da não modernização. O painel conectou tecnologia à perda de velocidade de inovação e de posicionamento no mercado, ao aumento da exposição a vulnerabilidades e às dificuldades na capacidade de atrair e reter profissionais qualificados.

A abordagem reforçou a necessidade de modernização incremental, com foco em entregas concretas e alinhamento à estratégia de negócio, além de destacar a arquitetura como elemento central na criação de impacto para o negócio.

Entre os debates, Cristiano Oliveira (TQI), Alberto Delgado (Volkswagen Financial Services), Simony Oliveira (Trillia – B3) e Wanderley Baccala (Porto Bank) discutiram como a modernização se traduz em crescimento. O painel trouxe uma visão orientada a resultados, destacando a importância de métricas claras, experimentação estruturada e articulação entre áreas de tecnologia, negócio e estruturas de controle e direcionamento.

Na sequência, o painel moderado por João Bezerra Leite (ex-CTO do Itaú) reuniu Cecílio  Cosac (Jabuti AGI), Fábio Marras (ex-CTO IBM) e Ricardo Coelho de Sousa (Itaú) para discutir o papel da nuvem e da inteligência artificial na evolução dos ambientes de missão crítica.
O debate apresentou uma análise sobre o futuro do mainframe, ressaltando sua relevância contínua no suporte a operações essenciais do setor financeiro.
Entre os principais pontos, destacaram-se a aceleração da modernização impulsionada pelo uso de inteligência artificial, os riscos associados a migrações mal planejadas e a necessidade de avaliar com profundidade o custo total dessas transformações.
A discussão também apontou que modelos híbridos tendem a ser o caminho mais pragmático.

Agilidade e capacidade de adaptação

O encerramento ficou por conta de Gustavo Caetano, fundador da Sambatech, que trouxe uma leitura mais ampla sobre o cenário de transformação. A apresentação ressaltou a necessidade de maior agilidade na tomada de decisão e destacou a capacidade de adaptação contínua como elemento-chave em um ambiente em que a disrupção se torna cada vez mais presente.

Ao longo do evento, a convergência das discussões indicou um contexto em que a modernização de sistemas críticos se afirma como uma prioridade estratégica. Mais do que atualizar tecnologias, trata-se de garantir robustez operacional, produtividade e capacidade de resposta em um setor cada vez mais pressionado por mudanças regulatórias, concorrência e evolução tecnológica.


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