São Paulo, 1º de março de 2005 – A AdTS, empresa do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), localizado na Cidade Universitária de São Paulo, vendeu para a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) 50 módulos do controlador de comunicação MCC e o software SCC. O contato foi feito através da Vivo, após a Coelba procurar junto às operadoras de celulares opções de tecnologia Machine to Machine (M2M). O valor da negociação ficou em torno de R$25 mil – R$450 cada unidade do MCC e R$3 mil o gateway SCC. O MCC é um controlador de comunicação para modem celular, que faz parte do sistema M2MS.
“A Vivo indicou nosso sistema, já testado pela Eletropaulo e Sabesp em aplicações para comunicação dos medidores de consumo, e adquirido pela BR-Distribuidora do Espírito Santo”, explica Renato Sousa da Cunha, diretor da AdTS. “Após avaliar diversos produtos, inclusive das concorrentes da Vivo, a Coelba optou por comprar nossa solução”, conclui.
O uso do sistema envolve vários tipos de equipamentos da Coelba, entre eles, medidores de consumo de energia elétrica. A ferramenta funciona da seguinte maneira: o MCC tem por finalidade controlar o modem, estabelecer conexão com o software servidor SCC (gateway de comunicação) e gerenciar as desconexões de forma a manter o canal de comunicação celular sempre disponível. Para isso, apresenta duas portas seriais padrão RS232, uma para ser interligada a um modem celular e outra para ser interligada a um equipamento serial.
Esta solução possibilita que a Coelba utilize amplamente a rede 1 X RTT da Vivo. “Isto significa que iremos migrar toda a nossa rede de telemetria, antes feita de forma discada (tarifada por tempo de conexão), para uma rede de pacote (tarifada por megabyte trafegado), o que demanda menor custo e permite um gerenciamento mais efetivo”, informa Carlos Alberto Costa, Analista de Projetos de Telecomunicações da Coelba.
Por que a AdTS?
Segundo Costa, a principal razão para a escolha do MCC e do SCC é que eles já estavam prontos, precisando apenas de alguns detalhes para serem utilizados no sistema. “Desta forma, não precisamos desenvolver nenhuma nova aplicação, reduzindo bastante os prazos. Estamos bastante satisfeitos e temos encontrado receptividade da AdTS para fazer modificações na solução, buscando aperfeiçoá-la”, conclui.
A empresa estatal e a incubada já negociam outros contratos de vendas de soluções de tecnologia de monitoramento remoto. “Apesar da Coelba ser uma distribuidora de energia elétrica e não trabalhar diretamente com desenvolvimento de produtos, nos agrada dar chance a empresas genuinamente brasileiras que desenvolvem produtos de qualidade”, destaca Costa.
Renato Sousa Cunha acredita que o Cietec tem sido o espaço necessário para a AdTS conseguir vencer essa etapa difícil de estabelecer uma indústria no Brasil. “Tenho certeza que se estivéssemos fora do Cietec nossas chances seriam bem reduzidas”, afirma.
Sobre a AdTS
A AdTS – Soluções em Automação e Engenharia desenvolve aparelhos inteligentes de medição, dedicados ao monitoramento de equipamentos de potência. Através do uso das informações coletadas em tempo-real, é possível a realização de diagnósticos e previsões de falhas, reduzindo custos de manutenção e os riscos de interrupção do fornecimento de energia elétrica. Com o conhecimento adquirido no desenvolvimento de sistemas de supervisão e controle, a AdTS apresenta o sistema M2M, uma solução que vem atender às necessidades dos mercados de medição e controle remoto de água, gás e energia elétrica.
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do País, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.