São Paulo, 15 de janeiro de 2008 – Atualmente, existem cerca de 2700 projetos sobre sustentabilidade em andamento no mundo, 10% deles estão concentrados no Brasil. Cada vez mais o mercado de trabalho procura por profissionais aptos a gerenciar recursos financeiros, obter lucratividade para suas organizações e ainda aliar tais metas ao desenvolvimento auto-sustentável.
Lúcia Mara Lopes Cursino, coordenadora dos cursos de Gestão e Saneamento Ambiental da Universidade Ibirapuera, avalia que ainda existe uma grande carência de profissionais a ser suprida que sejam capazes de transformar discurso favoráveis à preservação do meio ambiente em dinheiro para os cofres das corporações.
No início de 2007, a Instituição abriu sua primeira turma de Gestão Ambiental, com cerca de 50 alunos, e viu a demanda pelo curso aumentar consideravelmente, sobretudo após as políticas mundiais de incentivo à geração de dividendos para empresas e organizações atentas a essas questões, como a venda de créditos de carbono, por exemplo.
"Nossa missão é estabelecer um processo de desenvolvimento que congregue a biodiversidade existente, a inclusão social e o crescimento macroeconômico. Cerca de 70% do PIB brasileiro dependem da biodiversidade, não há como fugir desse contexto. As empresas privadas também estão aprendendo a extrair dividendos a partir de políticas de preservação ambiental", acrescenta Lúcia Mara.
Recentemente, o Brasil entrou pela primeira vez no grupo de países considerados de alto desenvolvimento humano, segundo relatório expedido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
O IDH brasileiro alcançou 0,800 – em uma escala de 0 a 1 – o que é considerado alto. O índice divulgado considera dados de 2005 e leva em consideração, dentre outras coisas, uma série de princípios que tangem a sustentabilidade, como as que visam, por exemplo, a redução quanto à emissão de gases causadores do chamado efeito estufa, ou mesmo, a promoção das condições básicas de saneamento para as populações carentes.
“O mercado universitário oferece vários cursos para a capacitação de profissionais que consigam planejar tais ações, principalmente no que se refere à gestão dos recursos hídricos e que se adaptem à legislação vigente. A nova safra de gestores ambientais devem adquirir sólidos conhecimentos em áreas como biologia, economia, agronomia, direito e negócios”, conclui Lúcia Mara.
Sobre a Universidade Ibirapuera
Fundada em 1969, a Universidade Ibirapuera iniciou suas atividades no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, por intermédio da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, mantida pela Associação Princesa Isabel de Educação e Cultura (APIEC).
Atualmente, reúne cerca de 11 mil estudantes, concentrados em 23 graduações, como Direito, Odontologia, Administração, Sistemas da Informação, Educação Física e Psicologia, além de 18 cursos de graduação tecnológica, cursos de extensão e programas de pós-graduação, stricto e lato sensu, reconhecidos pelo Capes, com destaque para o Mestrado em Bioodontologia.
Pautada pelos princípios da responsabilidade social, a Universidade Ibirapuera se insere no cotidiano das comunidades onde estão localizados seus dois campi (Moema e Chácara Flora), desenvolvendo atividades que também servem como campos de pesquisa e extensão para seus alunos. Por meio desses programas foram realizados, somente no ano de 2006, cerca de 29 mil atendimentos à população.