São Paulo, 12 de julho de 2005 – A Alpha Produtos Químicos, residente no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), fabrica substâncias utilizadas pela indústria farmacêutica na produção de genéricos. Há pouco mais de um ano, a empresa incubada conseguiu a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para desenvolver os seguintes princípios ativos: midazolan base, midazolan maleato, cloridrato de midazolan e cloxazolan. Eles são aplicados na composição dos ansiolíticos e anticonvulsivantes, medicamentos que atuam no tratamento de distúrbios do sistema nervoso central.
O Brasil paga a multinacionais, na área farmacêutica, royalties altíssimos para colocar diversos medicamentos à disposição da população. Para reverter esse quadro, não basta ao País criar indústrias farmacêuticas. É preciso investir em pesquisa científica e no desenvolvimento de empresas de química fina. Isto vai contribuir para reduzir a importação de insumos para a produção de remédios.
“Iniciativas como a da nossa empresa e dos laboratórios fabricantes de genéricos, cujos preços são em média 35% mais baratos do que os dos medicamentos de marca, têm contribuído para aumentar o consumo de remédios pelos brasileiros”, aponta o diretor da Alpha, William Carnicelli.
Benefício dos genéricos
O Brasil está entre os 10 países do mundo em consumo de medicamentos per capita. O índice só não é maior porque aproximadamente metade dos pacientes não pode comprar remédios devido ao alto custo e abandonam o tratamento médico.
De acordo com a Associação da Indústria Brasileira de Medicamentos Genéricos, a Pró-Genéricos, esse segmento cresceu 1.882% em unidades vendidas e 1.300% em valor, desde o início de sua comercialização no Brasil, em 2000. “Estimativas da associação revelam que em cinco anos o País já economizou R$ 2,5 bilhões ao preferir o genérico ao medicamento de marca”, informa Carnicelli. “O segmento já representa 10% do mercado farmacêutico brasileiro e ainda há espaço para crescer”, conclui.
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do País, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.