São Paulo, 7 de julho de 2005 – Cerca de uma tonelada de prata é despejada por mês nos efluentes da cidade de São Paulo por hospitais, gráficas e laboratórios de fotografia. Isso significa mais de R$ 600 mil literalmente jogados no esgoto. A Khemia Equipamentos Tecnológicos de Elfuentes, residente no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), está desenvolvendo uma solução que, por meio de reações químicas, vai recuperar 100 % de toda essa prata.
O projeto da Khemia é ecologicamente correto e já tem um protótipo testado em laboratório da Universidade de São Paulo (USP). “Dentro de dois anos estaremos no mercado com um sistema que recupera dinheiro e defende o meio ambiente simultaneamente”, afirma o diretor da empresa incubada, Jonny Ros de Almeida.
A prata é eliminada no momento em que são revelados os filmes de fotografias e de raios-X. Ela é retirada da película do filme e transformada em estado líquido para formar a imagem que será vista no produto final. Só que durante esse processo, uma parte desse metal vai para o esgoto, não é reaproveitado e contamina o ambiente.
Hoje já existem empresas que recuperam parte dessa prata. Mas utilizam métodos inadequados, sem certificação de órgãos oficiais do governo, que causam danos ao meio ambiente. O equipamento da Khemia será desenvolvido dentro dos padrões de qualidade do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do País, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.