Uma visão saudável nos primeiros anos de vida está diretamente ligada ao desenvolvimento motor, cognitivo e educacional da criança

Crédito: Imagem gerada por IA.
São Paulo, março de 2026 – O desenvolvimento da visão tem início ainda na gestação e passa por fases decisivas nos primeiros meses de vida do bebê, que nasce com os olhos estruturalmente prontos, mas funcionalmente em pleno desenvolvimento. O primeiro ano é marcado por uma evolução acelerada e fundamental, seguida por um ritmo mais lento até 7 a 9 anos. Durante esse período, alguns sinais precoces, que são muitas vezes sutis, podem indicar distúrbios oculares que exigem avaliação especializada.
“Observar atentamente o comportamento visual do bebê é essencial para prevenir alterações que podem afetar seu desenvolvimento ao longo da infância. Quando não identificados precocemente, os déficits visuais podem comprometer habilidades motoras, a comunicação, o aprendizado e a interação social, com impactos que se estendem por toda a vida”, explica Celso Cunha (CRMMT 2934), oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, multinacional japonesa referência global em soluções ópticas de alta tecnologia.
Para ajudar pais e tutores a identificarem possíveis alterações desde cedo, Dr. Celso destaca cinco sinais importantes que merecem atenção nos primeiros meses de vida do bebê.
CINCO DICAS IMPORTANTES SOBRE A SAÚDE OCULAR DO BEBÊ
- Desenvolvimento visual gradual
Nos primeiros dois meses de vida, o bebê está aprendendo a focar. A coordenação entre os olhos e a percepção de profundidade começam a se desenvolver a partir do segundo e terceiro meses, e atrasos nesse processo podem indicar sinais de alerta para alterações visuais ou neurológicas.
- Fique atento ao contato visual
A ausência de contato visual, a dificuldade de fixar o olhar ou de acompanhar objetos após os três meses, assim como o pouco interesse por rostos ou brinquedos, podem indicar comprometimento visual e devem ser avaliados por um pediatra ou oftalmologista infantil.
- Observe o alinhamento dos olhos
O desalinhamento ocular persistente após os 4 a 6 meses pode indicar estrabismo, que, se não tratado precocemente, pode evoluir para ambliopia (olho preguiçoso), principal causa de baixa visão evitável na infância.
- Outros sinais que merecem atenção
Sensibilidade excessiva à luz, lacrimejamento, vermelhidão persistente ou secreção ocular são sinais que merecem atenção, pois podem indicar desde condições comuns até doenças graves, como o glaucoma congênito, que pode evoluir sem sintomas aparentes se não for diagnosticado precocemente.
- Reflexo branco na pupila é sinal de urgência
A presença de reflexo branco na pupila (leucocoria), muitas vezes percebida em fotos com flash, é um sinal grave que exige avaliação imediata, pois pode indicar doenças como catarata congênita ou retinoblastoma, um tipo de tumor ocular maligno, sendo essencial o diagnóstico precoce para preservar a visão e a vida da criança.
Diante desses riscos, é fundamental reforçar a importância da realização do Teste do Olhinho, exame simples, rápido e indolor, recomendado ainda na maternidade ou nas primeiras consultas pediátricas. “O teste possibilita a identificação precoce de alterações que impedem a luz de alcançar adequadamente a retina, permitindo intervenções oportunas e melhores prognósticos para o desenvolvimento visual”, enfatiza o especialista.
“Por isso, a atenção dos pais e tutores aos primeiros sinais suspeitos, aliada ao acompanhamento pediátrico e oftalmológico regular, é essencial para garantir a saúde dos olhos. Quanto mais cedo um problema na visão é diagnosticado, maiores são as chances de tratamento eficaz, com correção ou redução significativa do impacto no desenvolvimento ocular da criança”, finaliza o consultor da HOYA Vision Care.