Mutirão promovido pela prefeitura do Campus de São Paulo usará Denguetech, produto biolarvicida patenteado pela associada à Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de São Paulo Cietec/USP/IPEN
São Paulo, março de 2016 – Nos dias 16 e 17 de março, a Prefeitura do Campus USP da capital fará uma ação de combate ao mosquito Aedes aegypti na Cidade Universitária. A proposta é chamar a comunidade uspiana para acabar com pontos de procriação do mosquito, também usando o Denguetech para prevenir o aparecimento de novos focos.
O Denguetech é um tablete que contém o microrganismo Bacillus thuringiensis israelensis, conhecido como Bti. Seu funcionamento é muito simples, a colocação de um comprimido no recipiente onde pode se acumular água, mesmo que ainda esteja seco, basta para inviabilizar o criadouro por um período de 60 dias. Caso o recipiente se encha de água e os ovos do mosquito eclodam, as larvas vão ingerir o Bti e morrerão antes de se tornarem adultas.
O mutirão é uma ação uma ação interinstitucional que contará com a participação da Secretaria Municipal de Saúde (Supervisão de Vigilância em Saúde – SUVIS Butantã), BR3 Biotecnologia, Exército Brasileiro, Superintendência de Segurança, Faculdade de Saúde Pública e Comissões de Prevenção à Dengue.
Segundo Rodrigo Perez, empresário da BR3, a parceria entre a empresa e a Prefeitura da USP existe desde o julho de 2015. “Desde o ano passado temos esse trabalho de aplicação do tablete de Denguetech nas áreas que acumulam água e podem servir de criadouro para o mosquito”, explica. “Com o mutirão dessa semana, vamos intensificar o monitoramento desses locais, com a participação de alunos, funcionários e outras pessoas da universidade”, completou o engenheiro.
Sergio Risola, diretor-executivo do Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), chama atenção para a importância do trabalho de fiscalização dentro da USP. “O campus tem espelhos d’água, córregos e outros locais que podem se tornar criadouros do Aedes aegypti”, analisa o especialista em inovação. “Como a incubadora está dentro do campus, também é trabalho das empresas colaborar com suas inovações para o controle dos focos em todo o perímetro, com tem feito a BR3”, conclui.