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Brasil passa por três semanas seguidas com feriados: será que precisamos de cinco dias úteis para sermos produtivos?

CEO e especialista em carreiras, Daniel Campos Neto defende que a produtividade deve ser o foco em qualquer debate sobre mudanças na jornada de trabalho

Imagem: Shutterstock

 

São Paulo, abril de 2025: Em um raro alinhamento de feriados, os brasileiros estão passando por três semanas seguidas com apenas quatro dias úteis. Para muitos trabalhadores, isso trouxe a sensação de um “respiro” sem perda de ritmo — o que reacende o debate sobre novos modelos de jornada de trabalho. Afinal, será que é possível manter (ou até melhorar) a produtividade com menos dias de expediente?

Embora o tema costume esbarrar em questões legislativas e trabalhistas, como a proposta de emenda constitucional protocolada recentemente pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) sobre o fim da jornada 6×1, a discussão mais ampla vai além de escalas fixas: trata-se de como trabalhamos, e não apenas de quanto tempo estamos trabalhando.

De acordo com relatório da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o movimento 4 Day Week Brazil, empresas que testaram a redução da jornada sem corte salarial registraram melhorias significativas. Entre os participantes, 61,5% observaram avanços na execução de projetos, 44,4% relataram maior capacidade de cumprir prazos e 82,4% sentiram aumento de energia para realizar tarefas.

Produtividade em primeiro lugar

Segundo Daniel Campos Neto, especialista em carreiras e CEO da EDC Group, consultoria de recrutamento e seleção com mais de 15 anos de expertise, o ponto central da questão é frequentemente deixado de lado: a produtividade da mão de obra. “Entendo que a produtividade precisa ser o eixo central de qualquer discussão sobre mudanças na jornada de trabalho”, afirma.

Na visão do executivo, é fundamental que qualquer iniciativa de redução da carga horária venha acompanhada de ações que garantam a manutenção — ou até a elevação — da produtividade. “Sem isso, corremos o risco de reduzir a eficiência e gerar perdas significativas para a economia. Não se trata de simplesmente cortar horas, mas de pensar em como usar melhor o tempo disponível”, acrescenta Daniel.

 

Uma abordagem holística

Segundo pesquisa da Aon Hewitt Consultancy, empresa estadunidense de soluções para RH, organizações com funcionários engajados são até 78% mais produtivas e lucram até 40% mais em relação a empresas que possuem baixo engajamento. Sendo uma ferramenta relevante para controlar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, a jornada de trabalho está diretamente relacionada ao bem-estar do colaborador e, consequentemente, com o engajamento do empregado.

Porém, Daniel explica que, ao somente reduzir o expediente sem estratégias para manter o desempenho, é possível ocorrer o oposto, levando a uma diminuição direta na produção e, consequentemente, na geração de valor. “Isso impacta não apenas as empresas, mas também os trabalhadores e a economia como um todo, criando um ciclo de perdas que pode ser difícil de reverter”.

Mesmo assim, o CEO se mostra favorável à redução da carga horária, desde que acompanhada por um compromisso com o desempenho. “Se a produtividade cai, a riqueza também cai. Para equilibrar isso, precisamos garantir que os profissionais tenham as ferramentas, o ambiente e o suporte necessário para serem mais eficientes”, defende.

O papel da tecnologia e o exemplo global

De acordo com a Mckinsey, 63% das empresas que implementaram tecnologias da Indústria 4.0 conseguiram aumentar sua produtividade, além de melhorarem a agilidade, a sustentabilidade e o tempo de resposta ao mercado. Para Daniel, esse é um dos caminhos mais promissores para sustentar jornadas mais curtas sem prejuízo ao resultado final.

“Tecnologia, processos otimizados e capacitação contínua formam a base para esse novo modelo de trabalho. A chave está em alinhar expectativas e resultados, criando ambientes onde as pessoas possam produzir mais em menos tempo. Assim, a redução da jornada pode se tornar um ganho para todas as partes envolvidas, desde que seja gerida com responsabilidade e planejamento”, explica Daniel.

O debate sobre a carga horária não é exclusivo do Brasil. A Alemanha, por exemplo, vem testando a semana de quatro dias com resultados animadores. De acordo com o relatório final do experimento no país, foi notado uma melhoria na satisfação geral dos funcionários, além da saúde mental e física e nas taxas de retenção. Além disso, a receita e o lucro das companhias permaneceram praticamente estáveis, sugerindo ganhos de produtividade

Daniel acredita que grande parte da manutenção do desempenho deve-se as medidas tomadas para compensar a redução de dias trabalhados. “Para acomodar a diminuição da jornada de trabalho no país, os colaboradores realizaram diversos ajustes em suas rotinas, como redução das distrações (65%), otimização de processos (63%) e modificação das estruturas de reuniões (52%). Interessante notar que 25% dos empregados introduziram novas ferramentas digitais para melhorar ainda mais a eficiência do trabalho, indo de acordo com o que afirmei anteriormente”, conclui o CEO.


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