São Paulo, 06 de novembro de 2008 – O Brasil precisará de R$ 10,2 bilhões para alavancar a evolução do setor de empreendedorismo inovador no País. A conclusão é do inédito sobre estudo "Parques Tecnológicos no Brasil", desenvolvido pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que será apresentado em coletiva de imprensa, no próximo dia 13, quinta-feira, a partir das 10 horas, no Centro de Exposições Imigrantes, durante a 4ª. edição da Nanotec, maior feira do setor de nanotecnologia da América Latina.
A pesquisa foi desenvolvida durante o ano de 2007. Dos 57 parques tecnológicos brasileiros identificados, 35 foram analisados. Já no cenário internacional, os países estudados foram França, Reino Unido, Espanha, Irlanda, Finlândia, Japão, China, Índia, Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura, Malásia, Nova Zelândia e Estados Unidos.
Depois da conclusão do mapeamento, o estudo fez a classificação para definir padrões e parâmetros de avaliação e comparação. Por fim, estabeleceu-se visão de futuro dos parques tecnológicos, proposições de políticas públicas e programas de apoio aos centros e as empresas neles instaladas.
Segundo José Eduardo Fiates, dirigente da Anprotec e responsável pela pesquisa, nenhum dos parques tecnológicos brasileiros contribui de maneira efetiva para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico do país.
“É preciso que haja estratégia política para equilibrar e otimizar o potencial do Brasil. A atuação desses centros precisaria estar mais integrada às necessidades regionais e às prioridades econômicas brasileiras. Sem esses elementos, tampouco sem o aporte de universidades ou instituições de pesquisa, fica difícil gerar desenvolvimento sustentado", acrescenta Fiates.
Outros apontamentos
- Dos R$ 10,2 bilhões necessários para alavancar os Parques Tecnológicos no Brasil, cerca R$ 1,9 bilhão deveriam vir de investimentos públicos;
- A iniciativa privada contribuiria com R$ 8,3 bilhões em recursos;
- Receita esperada para as empresas alocadas nos Parques: entre R$ 6 bilhões e R$ 10 bilhões ao ano;
- Empregos a serem gerados nas empresas alocadas nos Parques: 150 mil.
Serviço – Coletiva “Estudo sobre Parques Tecnológicos no Brasil”
Onde: Auditório do Centro de Exposições Imigrantes
Endereço: Rodovia dos Imigrantes – Km 1,5 – São Paulo
Quando: 13 de novembro de 2008, quinta-feira
Horário: 10 horas
Favor confirmar presença até 12/11 com os seguintes contatos:
- Adriano Zanni. Fones: (11) 5080.9107 ou 9275-2587. E-mail: adriano@tramaweb.com.br
- Elaine Alves. Fone: (11) 5080-9103. E-mail: elaine@tramaweb.com.br
Programação
10h: Café da Manhã
10h30: Apresentação Anprotec – Guilherme Ary Plonski
10h40: Apresentação ABDI – Evando Mirra
10h50: Apresentação Estudo Parques Tecnológicos – José Eduardo Fiates
11h10: Apresentação CERNE – Certificação de Qualidade para Incubadoras
11h30: Perguntas dos Jornalistas
Sobre a ANPROTEC
A Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), com sede em Brasília (DF), é considerada entidade referência no movimento de inovação e empreendedorismo, congregando cerca de 6.300 empresas de base tecnológica, responsáveis pela geração de 33 mil postos de trabalho qualificados em todo o Brasil e de cerca de R$ 400 milhões em impostos que retornam anualmente aos cofres públicos. O principal objetivo da entidade é promover mecanismos que possibilitem a junção entre os dois núcleos, o de inovação e o de empreendedorismo, para que haja uma confluência de percepções a respeito do modelo econômico a ser desenvolvido, com sustentabilidade, inserido naquilo que são os desafios do século XXI.