Choque de gestão em Minas e inclusão digital são destaques do 2° dia do Conip - Trama
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Choque de gestão em Minas e inclusão digital são destaques do 2° dia do Conip

São Paulo, 29 de junho – O segundo dia do Conip 2006 – Congresso de Informática e Inovação na Gestão Pública – foi palco para o detalhamento do projeto "Choque de Gestão", programa de ajuste fiscal e financeiro adotado pelo Estado de Minas Gerais. Dividido em duas etapas, o primeiro passo foi a adoção de medidas de governança para, em seguida, traçar as ações de desenvolvimento econômico do Estado.

De acordo com Renata Vilhena, Secretária-Adjunta de Planejamento de Gestão do Estado de Minas Gerais e Presidente da Junta de Programação Orçamentária e Financeira, "o projeto todo é um modelo de governança adotado em Minas Gerais com o objetivo de criar controle social e dar transparência às ações públicas".

Os resultados com a evolução do sistema de gestão são nítidos, tanto do aspecto positivo para os cofres estatais, como na melhoria dos serviços prestados aos cidadãos mineiros. Na ponta do lápis, o Governo de Minas Gerais saiu de um déficit de R$ 2,4 bilhões, em 1997, para um superávit de R$ 223 milhões, em 2005. Entre os benefícios concretos estão: a redução da criminalidade, conservação de estradas estaduais, aumento de vagas nas escolas públicas e ampliação do projeto de médico da família, que contava com 500 profissionais e atualmente possui 750.

"O Choque de Gestão é um alinhamento de diversas frentes, entre elas o Plano Plurianual e o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado. Trabalhamos com 35 projetos estruturadores que, se atingirem as metas esperadas, proporcionarão um desenvolvimento consistente a longo prazo", pontua Renata, que foi homenageada durante a solenidade de abertura do Conip.

Inclusão Digital

Mediado por Nicolau Reinhard, professor da Universidade de São Paulo, o painel "Uma Avaliação dos Modelos de Inclusão Digital", que também contou com a presença de Gilson Schwartz, diretor do programa Cidade do Conhecimento, da USP e Fernando Guarnieri, ex-coordenador do programa Acessa São Paulo, abriu um debate sobre os modelos de telecentro existentes hoje no País.

A sustentabilidade foi uma das principais críticas dos palestrantes à utilização de telecentros como forma de inclusão digital. O que acontece é que muitas vezes a iniciativa privada patrocina a inauguração de novas unidades, mas o governo acaba não tendo como arcar com os altos custos da manutenção. Segundo Guarnieri, somente para a população D e E de São Paulo ser totalmente incluída digitalmente seriam necessárias a inauguração de, pelo menos, 1.160 novas unidades. Para se ter uma idéia, só no investimento inicial para a implantação das unidades a prefeitura teria que investir R$58 milhões, sem contar a manutenção dos aparelhos e reciclagem dos profissionais, que somam à quantia nada menos que R$139 milhões

Ainda de acordo com Guarnieri, outro grande problema encontrado nesse modelo é o baixo índice de aproveitamento dos serviços oferecidos. "A taxa média de ocupação das unidades não costuma passar de 50%, enquanto a participação média nos cursos oferecidos por estes locais fica em torno de 20%", observa. Para Nicolau Reinhard, os telecentros já foram um modelo ideal de inclusão, mas se não forem reformulados correm o risco de não cumprirem seu principal objetivo. "Uma saída seria investir na implantação de unidades em centros de prestação de serviço como escolas ou hospitais. Dessa forma, além de garantir a máxima utilização dos equipamentos, garante-se também a manutenção constante do espaço", acredita.

Destaque de quinta-feira (29/06)

  • 11h – "Estudo comparativo de Governo Eletrônico Local: Portugal, Espanha e Brasil"

Jose Esteves, diretor da Cátedra Software AG – Alianza Sumaq em E-Goverment e Professor do Instituto de Empresas, Portugal e Espanha
Norberto Torres, professor da Fundação Getúlio Vargas
Roberto Agune, Superintendente da Fundação de Desenvolvimento Administrativo (FUNDAP)

  • 14h – "e-gov: indicadores e métricas"

Durante a tarde, o Conip abriga uma série de palestras e painéis envolvendo experiências em instituições públicas com indicadores e métricas. Entre elas, o Cel Álvaro Pereira da Silva, coordenador do Programa Excelência Gerencial no Ministério do Exército, que fala sobre a aplicação do Balanced ScoreCard: a experiência do Exército Brasileiro.

  • 14h – "Poder Judiciário: inovação e integração

As iniciativas e possibilidades de integração de processos no Poder Judiciário, tais como certificação digital, biometria para autenticação de documentos públicos são destaques de uma série de palestras após o almoço. Entre elas, Paulo Pinto, secretário de TI do Supremo Tribunal Federal, detalha os desafios e benefícios do Portal de Integração do Judiciário, e Eduardo Kenzi Antonini, consultor geral de TI do Conselho Superior de Justiça do Trabalho apresenta a implementação do Projeto de Gestão Integrada da instituição.

A 12ª edição do Conip conta com o apoio de entidades como Fundação Getúlio Vargas, Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI, Câmara Brasil Alemanha, Serviço Federal de Processamento de Dados – SERPRO, Companhia de Processamento de Dados do Município – PRODAM/SP, Ministério da Saúde, Câmara-e.net e Governo do Canadá. Entre os patrocinadores estão Canadian Consulate General, Caixa Econômica, Cisco do Brasil, Consist, CPqD, Oracle do Brasil, SAS, Siosp Technology, Soluziona e Sycad.

Para ter acesso à programação completa acesse:
http://www.conip.com.br/sp/2006/prog_poratividade.html#destaques

12º Congresso de Informática e Inovação na Gestão Pública
Quando:
27 a 29 de junho de 2006
Onde: Centro Fecomércio de Eventos São Paulo/SP
Investimento do congressista:
Até o dia 26 de junho: R$ 850,00
Durante o evento R$ 950,00
Mais informações: www.conip.com.br/sp/2006

Sobre a empresa Conip
As atividades da marca CONIP são realizadas pela empresa CONIP Planejamento e Assessoria. Com uma história de 11 anos bem-sucedidos do evento CONIP – Congresso de Informática Pública, a empresa adquiriu excelência reconhecida na execução de processos relacionados à identificação, seleção, reunião e apresentação ao público das melhores iniciativas no uso de TI na gestão pública. Por isso, a empresa CONIP é hoje o braço executivo das atividades da marca CONIP, organizando eventos, encontros, prêmios e missões internacionais sempre com a marca de qualidade reconhecida: o melhor conteúdo, independência de patrocinadores e espaço aberto para as diferentes opiniões.

Sobre o Instituto Conip
O Instituto CONIP – Conhecimento, Inovação e Práticas de TI na Gestão Pública é uma organização sem fins lucrativos, cujo objetivo é ser um observatório das práticas bem-sucedidas de uso da tecnologia da informação na gestão pública em todo o Brasil como referência de pesquisa e conhecimento. Tem como missão desenvolver e disseminar conhecimento e práticas no uso inovador e alternativo das tecnologias de informação e comunicação com ênfase em democracia, cidadania e eficiência do serviço público.

Suas atividades são: direcionar e prover conteúdo para os eventos CONIP – Congresso de Informática Pública, pela geração de artigos para publicações especializadas e disponibilização de documentos relevantes ao tema TI e governo.


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