São Paulo, dezembro de 2007 – O Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) encerra seu ano com um novo recorde de empresas associadas. Ao todo, a incubadora chegou ao número recorde de 128 empresas, se consolidando como a maior incubadora de base tecnológica da América Latina.
As novas empresas receberam toda a infra-estrutura e consultoria que a incubadora oferece. Dentre os benefícios oferecidos estão os maiores laboratórios de pesquisa do Brasil, situados na Cidade Universitária e distribuídos entre o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Universidade de São Paulo. Além disso, o time de gestores do Cietec os capacita dentro das diversas áreas de administração e gestão de negócios de uma empresa para que elas se tornem fortes e se consolidem.
“O Cietec oferece às empresas vantagens que proporcionam às empresas chance de se destacar no mercado, por seus projetos inovadores e pela solidez que seu empreendimento pode alcançar”, comenta Sérgio Risola, gerente Executivo da incubadora.
Novos projetos
As empresas recém-chegadas possuem algumas características em comum. Muitas ainda não possuem seu próprio CNPJ. A empresa de Ana Maria Pereira Neto, por exemplo, é especializada em biotecnologia. Seu foco é a produção de bioativos de microalgas, para a indústria de cosméticos. Já Thiago Rennó dos Mares Guia desenvolve biofármacos inovadores e biomateriais para o tratamento de doenças humanas, por meio da proteção de células no pós-cirúrgico ou no pós-transplante.
Vera Fantinato descobriu que uma bactéria não nociva que habita o trato bucal previne o desenvolvimento de amigdalites. A idéia é colocar esta bactéria em um iogurte para que as pessoas possam aumentá-las e assim possam prevenir doenças. A empresa de Israel Motta também iniciará suas atividades a partir do início do vínculo com a incubadora. “Trabalharemos a partir da produção das nanoemulsões, técnica que ainda está em fase de pesquisa, que será utilizada para o desenvolvimento de uma linha de dermocosméticos”, relata. Ainda no mundo da química, Fernando Tentoni Dias, em suas pesquisas em química fina, produziu um composto aditivo para tintas que imita o efeito “flor de lótus”, que repele óleos e águas. A molécula sintetizada ajudará na produção de tintas.
Na área de TI, está a SofTV. Ricardo Murer, um dos sócios, descreve o trabalho como uma opção aos servidores de dispositivos de imagens e vídeos, como o Windows Media Server e o Real Player. Carlos Paiva projetou uma máquina que vende sandálias em um serviço de auto-atendimento. Fernando Giannini trabalhará com uma empresa fornecedora de farmoquímicos, por meio da manipulação de moléculas, produção e fornecimento de compostos para a indústria química. A Scitech já tem um maior vínculo com o Cietec, pois desenvolve um produto em conjunto com a Innovatech. Nesta empresa serão produzidos revestimentos poliméricos biodegradáveis para stents – peça usada na desobstrução de artérias –, desenvolvidos pela Innovatech.
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do País, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.