São Paulo, janeiro de 2010 – Com contratos assinados no último mês, as 106 empresas aprovadas no Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime) da Finep que possuem o Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) como incubadora-âncora já receberam R$ 60 mil cada, a primeira metade dos incentivos não-reembolsáveis. A outra parte do valor deve ser liberada no meio deste ano. O programa ainda pode ser renovado por mais 12 meses com financiamento a juro zero.
Para o diretor-executivo do Cietec, Sérgio Risola, esse tipo de projeto, inédito no Brasil, mostra a consolidação de políticas públicas que estimulam o empreendedorismo inovador no país, voltando-se especialmente para as micro e pequenas empresas. “Trata-se de um projeto revolucionário e de vital importância para dar suporte às startups que desejam investir em inovação”, comenta.
A empresa Kompass Real Estate espera com essa verba conseguir certificar com a norma NBR ISO 9001:2008 o sistema de gestão que produz. Para Marcelo Homa, sócio do empreendimento, esse selo é um importante diferencial junto aos clientes do ramo imobiliário, para os quais a Kompass desenvolve produtos e serviços de tecnologia da informação.
Fundada por engenheiros politécnicos, a Angoera Sistemas Eletrônicos, especializada em desenvolvimento de projetos eletroeletrônicos inovadores em diversas áreas de atuação, que vão de biotecnologia à agricultura, também recebeu o fomento. “No primeiro semestre, iremos dar inicio aos trabalhos com a consultoria de gestão e capacitação. Depois, prosseguiremos com o desenvolvimento de um produto voltado para essas finalidades”, explica o diretor comercial, Alexandre Rosa.
Já a empresa Iconomia apresentou o projeto de um videogame com finalidade educacional. “O objetivo é proporcionar a imersão num mundo virtual em que situações de conflito são vivenciadas por estudantes, professores e cidadãos. O primeiro título, que será lançado em 2010, é América Latina. Depois virá Palestina e África”, comenta o sócio Gilson Schwartz. O empresário pretende comercializar o produto em escolas de ensino médio, usando com finalidade didática em disciplinas como história, geografia, redação e filosofia.
Para Schwartz, o Prime é revolucionário, pois reconhece a importância das oportunidades que surgem nas universidades brasileiras a partir de pesquisas, projetos científicos e experiências inovadoras. “Abre caminho para que descobertas e inovações germinadas neste ambiente cheguem a um público mais amplo e interessado no uso inteligente das novas tecnologias”, conclui.