Cietec participa do Fórum Deloitte Brasil 2015 - Trama
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Cietec participa do Fórum Deloitte Brasil 2015

Fórum reúne associações, institutos e grandes pensadores do movimento empreendedor e das corporações, para uma manhã de diálogo sobre crescimento
 
São Paulo, agosto de 2011 – O dia 18 de agosto foi marcado por um importante movimento da iniciativa privada em prol da inovação, da articulação conjunta e do empreendedorismo no Brasil. Organizado pela empresa Deloitte, prestadora de serviços em consultoria e auditoria estabelecida no Reino Unido, e que se instalou no Brasil em 1911, o Fórum Deloitte Brasil 2015 contou com destacados nomes de instituições públicas e privadas, tal como Sérgio Risola, diretor executivo do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), em São Paulo.
 
Muito tem se falado sobre o Brasil empreendedor e, ainda assim, a falta de investimento em inovação. As discussões aumentaram no último mês quando o Ministério liderado por Aloizio Mercadante passou a se chamar Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, como apresentado durante o 4º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, e também com a criação da Secretária das Pequenas e Médias Empresas, que terá o peso de um Ministério.
 
O Fórum, junto ao movimento como um todo, vem acrescentar não só mais um elemento à discussão, mas surge como uma aproximação maior e mais efetiva entre "quem tem o dinheiro e quem precisa dele", entre os fundos de private equity e venture capital e os habitats de incubação, entre associações e investidores e o capital humano.
 
Fórum Deloitte
Celebrando os 100 anos de apoio ao desenvolvimento do País, a Deloitte organizou o Fórum Deloitte 2015 com o objetivo de promover uma discussão e, por conseqüência, gerar novas ideias sobre os próximos anos do Brasil que tem se mostrado promissor, estável economicamente e bom para os negócios.
 
Com tais premissas, a Deloitte organizou o Fórum em quatro painéis abrangentes e bem interligados entre si. O primeiro, que contou com a participação ativa e energizante de Sérgio Risola, discutiu "Os Caminhos do Capital – agentes e movimentos que vão influenciar os mercados e os investimentos no Brasil". Na sequência, "As bases do crescimento", em que se falou sobre infraestrutura e energia, o terceiro abordou "Competitividade global" e o último sobre "A nova sociedade brasileira", aproveitando o momento em que a Classe C aumentou no País e passou a ser relevante nas estatísticas de consumo.
 
Abrindo os debates, Juarez Lopes de Araújo, presidente da Deloitte, explicou a decisão de montar o Fórum a partir de um projeto realizado pela empresa e que resultou num livro sobre os indicadores de crescimento do Brasil. Focado em onze grandes áreas de abordagem, a Deloitte pesquisou o crescimento sustentável, novos padrões de consumo, novas indústrias, aspectos de regulamentação, infraestrutura e energia, gestão e capital humano, entre outras.
 
Caminhos do capital que se cruzam
Apesar de empresas abertas terem melhorado a questão da contabilidade e transparência, fator que anima o mercado investidor, o Brasil agora se mostra frente a uma crise internacional que pode impactar o mercado nacional. "As empresas se manterão sólidas? E como os investidores irão atuar, será que continuarão olhando o Brasil nos próximos anos?" Essas e outras questões abriram o primeiro painel e estimularam boas discussões, desafios e novidades.
 
Aproveitando o momento positivo do país, o mediador José Paulo Rocha, sócio-líder da área de Corporate Finance da Deloitte, falou sobre o mercado de capitais e o investimento no país como pontos essenciais de transformação das instituições. Porém, indagou sobre as crises que o mundo enfrentou em 2008 e a atual, que se aproxima com certa rapidez, considerando se poderiam atrapalhar os investimentos crescentes.
 
Nesse painel estavam o presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas (ABRASCA), Antonio Castro, o presidente do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI), Ricardo Florence; Sidney Chameh, presidente da Associação Brasileira dos Fundos de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e Sérgio Risola, do Cietec.
 
O primeiro a responder, Castro, afirmou que dificilmente haverá uma queda nos investimentos mesmo com a crise batendo à porta. E a razão é simples, os países desenvolvidos estão numa situação muito pior. Já os emergentes estão em crescimento e isso deve continuar pelos próximos anos, além dos processos de governança corporativa terem melhorado imensamente, o que aumenta a confiabilidade do investidor nas empresas do país. Sob o mesmo prisma, Florence, apoiou a resposta e disse que somado à transparência, estavam também a aproximação das empresas com os investidores.
 
Investimentos nas empresas
Apesar de o crescimento do Brasil, o mediador José de Araújo questiona se os setores público e privado estão realmente fazendo os investimentos necessários para o desenvolvimento de tecnologia e dos parques industriais, ou se estamos apenas virando um país vendedor de commodities.
 
Ao questionar Risola sobre a aproximação dos investidores das empresas que ocorre atualmente e, ao comentar a separação física no palco do Fórum do mercado de capitais de um lado, e da tecnologia do outro, se o mesmo se dava na vida real ou se isso estava mudando, Risola respondeu sorrindo, "está mudando, veja que eu já estou aqui perto do capital. Estou perto de um private, de um seed e de um anjo. Isso não existia há cinco ou seis anos; está realmente mudando".  E, seguiu comentando sobre a maior quebra de paradigma já vista no Brasil, no que ser refere a aproximação de empresas inovadoras e intensivas em tecnologia  e os investidores anjos, com a realização do 1º Seed Fórum organizado pelas instituições FINEP, BOVESPA e CIETEC, no primeiro semestre de 2011. Esse evento colocou frente a frente quase uma centena de investidores anjos e empresas.
 
Acreditando no potencial que uma incubadora tem para o país, Risola apresentou o modelo de sucesso do Cietec, localizado na Cidade Universitária, e que hoje comporta 152 empresas, 440 produtos inovadores – 90% deles ainda não muito conhecidos, 750 pessoas convivendo juntas de diversas áreas de conhecimento e toda uma estrutura que dá ao empreendedor a possibilidade de crescer. Como exemplo, Risola citou a empresa Xmobots de veículo aéreo não tripulado, que realiza imagens de desmatamentos em Jirau e Belomonte. Graças aos recursos recebidos, a empresa, em três anos, mudou a vida desses empreendedores.
 
Durante todo o bate-papo, que durou cerca uma hora, os quatro participantes concordaram em muitos aspectos de estímulo à inovação e todos acreditam que as empresas brasileiras melhoraram em sua organização, transparência e governança, pontos essenciais para que exista o investimento externo.
 
Ainda que venha a crise, o Brasil está crescendo e os investidores, segundo os painelistas, não têm o menor interesse em desacelerar seus investimentos. Muito pelo contrário. Com a crise Americana e Européia, grandes investidores procuram o Fórum Deloitte, abrindo um espaço para o diálogo entre empresas privadas que detém o capital e a possibilidade de investimentos em novas tecnologias, além de associações e centros que querem fazer a diferença, porque têm a possibilidade tecnológica para tal. Basta um maior alinhamento entre os lados e a vontade de continuar.
 
Nas palavras finais, Sérgio Risola além dos agradecimentos e elogios pela organização do evento, lançou um desafio aos organizadores: "Peço a Deloitte que nos ajude a construir indicadores que apresentem à Sociedade Brasileira o quanto o Cietec ou mesmo o próprio movimento de incubadoras e parques tecnológicos, representado pela ANPROTEC, Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores, valem. Ou seja, quanto nosso trabalho gera ou contribui para o PIB paulista ou brasileiro", e exemplificou que trabalho nesses moldes foram realizados pelo BankBoston que avaliou e criou indicadores totalizando o quanto cada aluno que passou pelos bancos do MIT significava no PIB americano, "MIT: The Impact of Innovation".
 
O desafio foi respondido pelo próprio Presidente da Deloitte, Juarez Lopes de Araújo. "Sim, nós aceitamos, e desde já conclamo o time da Deloitte aqui presente para juntar-se de forma a encontrar caminhos para responder esse desafio".
 
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores da América Latina, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretária do Desenvolvimento do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (SEBRAE-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a compet itividade dessas empresas , objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resul tados na balança comercial brasileira.
 
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