São Paulo, 23 de junho de 2009 – Alunos do Colégio Sion, a partir do 6º ano do Ensino Fundamental, podem passar a tarde na escola para estudar, fazer as tarefas extraclasse, trabalhos individuais ou em grupo, consultar a biblioteca ou utilizar o laboratório de informática. Trata-se do projeto Sion p.m., no qual a instituição oferece espaço adequado para a realização dessas atividades, acompanhamento e orientação de monitores. O serviço de apoio aos alunos é gratuito e coordenado por Marisa Warren, coordenadora de atividades complementares.
“Antes os alunos ficavam na escola, mas não tinham uma rotina de estudos, fazendo com que nem sempre o tempo fosse bem aproveitado. Por esse motivo, após o amadurecimento de muitas idéias e sugestões da comunidade docente do Colégio, chegamos ao projeto Sion p.m. da forma como ele é concebido hoje: espaço adequado, auxilio de monitores e roteiro de atividades pré-definido”, explica Marisa.
Pais mais tranquilos
Quem fica depois da aula tem uma hora de intervalo para almoçar e descansar um pouco antes de retornar às atividades. Após esse tempo, as crianças retiram cada uma o seu cartão de monitoramento onde são registradas as atividades realizadas pelos estudantes. Assim, os pais podem saber passo a passo o que o seu filho faz quando fica na escola.
“O projeto vem de encontro às necessidades dos pais que muitas vezes trabalham fora e não tem com quem deixar seus filhos. Temos o pensamento equivocado de que somente as crianças menores precisam do apoio integral da escola. Saber que seu filho pré-adolescente ou mesmo o adolescente está na instituição aproveitando o tempo para adquirir conhecimento dos mais diversos de forma adequada faz com que os pais se sintam mais tranqüilos”, comenta Marisa.
Projeto desperta interesse dos jovens
Para as turmas do 6º e 7º ano as primeiras duas horas são dedicadas à lição de casa. Para não tornar as horas de estudos cansativas são acrescidas outras atividades como leitura, jogos educativos e até mesmo a interpretação de noticias de jornais e revistas.
Márcia Aureli, responsável pela biblioteca, notou o crescente interesse dos jovens pela leitura. “São pelo menos 50 alunos que passam pela biblioteca todas as tardes”. Já segundo Olton Mir Kuin do laboratório de informática, o período em que os estudantes passam na escola é de fato aproveitado para estudar. “Muitas vezes os alunos não tem espaço para reunir a turma de estudo em casa, nem computadores suficiente. Nesse caso, a sala de informática é a solução”.
Gabriel Bittencourt Alves Bocalin, do 6º ano, aderiu à novidade e passa pelo menos três tardes por semana no Sion p.m. “Faço as lições no colégio todos os dias e quando chego em casa estou livre para brincar, curtir os amigos e a família”. Já Maria Alice Floriano Peregrina, do 9º ano, tirar as dúvidas com os monitores foi importante para melhor seus estudos. Além disso, o projeto também contribui para aproximar os jovens. “Eu posso ajudar os colegas nas matérias em que sou mais forte”, comenta a menina.
Sobre o Colégio Sion
Fundado em 1901 na cidade de São Paulo, o Colégio Sion é mantido pela Congregação Nossa Senhora de Sion, fundada na França em 1854. O edifício de 12 mil metros quadrados, localizado no bairro de Higienópolis, foi projetado pelo engenheiro-arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo e atualmente é considerado patrimônio histórico da cidade. A instituição possui cerca de 1.100 alunos, matriculados da educação infantil ao ensino médio. Entre seus diferenciais estão tradição, proposta pedagógica exigente e moderna, busca pela formação de um aluno crítico, respeito pelos valores da família e da ética e formação religiosa, com cunho ecumênico que respeita e aceita todas as religiões.