São Paulo, 17 de novembro de 2008 – Nos últimos dez anos, o movimento de incubação de empresas em ambientes inovadores cresceu a uma taxa considerada expressiva, alcançando média superior a 25%. Segundo levantamento feito pela Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), o Brasil possui cerca de 400 incubadoras de empresas, responsáveis pela geração de mais de 33 mil postos de trabalho qualificados. No entanto, como fica todo esse cenário diante da crise financeira internacional?
Especialistas alertam sobre a diminuição da demanda por inovações, bem como sobre a redução da disponibilidade de recursos públicos para investimentos no setor à medida que os níveis de arrecadação também sofrem com o período de turbulência econômica.
Para José Eduardo Fiates, dirigente da Anprotec, a crise pode trazer benefícios ao movimento de empreendedorismo e inovação, pois, nesses momentos, os jovens empreendedores, ou seja, os novos talentos optam pela alternativa de criar um novo negócio como uma forma de se desenvolverem profissionalmente e melhor direcionarem a carreira, uma vez que o mercado acaba se desaquecendo.
"Além disso, o setor de investimento de private equity e venture capital tem uma condição mais competitiva para entrar no mercado com valores de negociação mais vantajosos no intuito de apoiar novos empreendimentos. O governo também acaba assumindo o papel de indutor de uma economia mais contundente, o que faz com que ele busque encontrar caminhos e oportunidades para fazer investimentos em áreas de inovação e tecnologia prioritárias e em ambientes como parques tecnológicos e incubadoras", destaca Fiates.
Sobre José Eduardo Fiates
Possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC-1992) e mestrado em Engenharia de Produção e Sistemas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC-1997). Foi presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) entre 2003 e 2007, onde atualmente faz parte do conselho de consultores. É Superintendente de Inovação da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI). Tem experiência na área de Administração, atuando principalmente nos seguintes temas: incubadoras de empresas, empreender e inovar, transferência de tecnologia.
Sobre a ANPROTEC
A Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), com sede em Brasília (DF), é considerada entidade referência no movimento de inovação e empreendedorismo, congregando cerca de 6.300 empresas de base tecnológica, responsáveis pela geração de 33 mil postos de trabalho qualificados em todo o Brasil e de cerca de R$ 400 milhões em impostos que retornam anualmente aos cofres públicos. O principal objetivo da entidade é promover mecanismos que possibilitem a junção entre os dois núcleos, o de inovação e o de empreendedorismo, para que haja uma confluência de percepções a respeito do modelo econômico a ser desenvolvido, com sustentabilidade, inserido naquilo que são os desafios do século XXI.