Equipe de Engenharia Civil do Instituto Mauá de Tecnologia ficou em 2º lugar no Concrebol e em 3º no Concurso Ousadia, em Natal
São Caetano do Sul, outubro de 2026 – A equipe Concreto Mauá, formada por estudantes do curso de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo do Instituto Mauá de Tecnologia, voltou de Natal (RN) com dois troféus do 67º Congresso Brasileiro do Concreto, promovido pelo Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON). O grupo disputou três competições estudantis e subiu ao pódio em duas delas: conquistou o 2º lugar no Concrebol, entre 30 equipes de instituições de todo o País, e o 3º lugar no Concurso Ousadia, entre 16 projetos finalistas.
Realizado de 30 de setembro a 3 de outubro, o congresso reuniu palestras magnas, sessões técnico-científicas, seminários, concursos estudantis e atividades voltadas à cadeia produtiva do concreto. A programação abordou temas como materiais, análise e projeto estrutural, métodos construtivos, controle tecnológico, normalização e sustentabilidade.
As competições estudantis estão entre as atividades tradicionais do evento e reúnem alunos de diferentes instituições em desafios práticos relacionados ao projeto, à tecnologia do concreto e à execução. Para participar desta edição, os integrantes do Concreto Mauá passaram meses em preparação, com estudos, ensaios em laboratório e desenvolvimento das pranchas e apresentação que seriam avaliadas durante o Congresso.
“Esse tipo de atividade aproxima os estudantes de situações que exigem a aplicação prática dos conhecimentos desenvolvidos durante a graduação. Nos concursos, o aluno precisa aplicar o que aprende em sala de aula para projetar, dimensionar, moldar e ensaiar uma peça de concreto, que depois é avaliada por uma banca técnica nacional”, explica o professor e coordenador do curso de Engenharia Civil, Pedro Lyra.
Nesta edição, a equipe Concreto Mauá subiu ao pódio em duas das três competições que disputou, resultado de um trabalho que envolve estudo, laboratório e colaboração entre os estudantes.
Sustentabilidade e digitalização em debate
Além das competições, os alunos acompanharam discussões sobre as mudanças que vêm influenciando a engenharia civil. Entre os temas destacados durante o congresso estiveram a redução da pegada de carbono do concreto e o uso de gêmeos digitais na construção civil.
A redução das emissões associadas ao concreto aparece como um dos desafios do setor, considerando a ampla utilização do material na construção. Já os gêmeos digitais permitem criar representações virtuais das estruturas que podem ser utilizadas para acompanhar e simular seu comportamento ao longo da vida útil.
“A construção precisa avançar em sustentabilidade e incorporar novas ferramentas de acompanhamento e análise das estruturas. É importante que nossos alunos tenham contato com esses temas desde a graduação”, explica o professor Pedro Lyra. Além disso, o professor complementa que o congresso também é uma oportunidade de ampliar o networking dos estudantes com pesquisadores, projetistas, profissionais e empresas do setor. “Eles acompanham o estado da arte em materiais e estruturas e se relacionam com quem pesquisa, projeta e constrói no âmbito nacional e internacional. Esse contato ajuda a aproximar o conhecimento acadêmico dos desafios que estão sendo discutidos pela comunidade técnica e pelo mercado”, finaliza.