São Paulo, agosto de 2007 – A convergência fixo-móvel (CFM, ou FMC em inglês) vem se consolidando com uma das principais tendências da telefonia no mundo, pois alia a praticidade e as funções do celular com o custo muito mais baixo do telefone fixo – isto quando o usuário está no seu local fixo (casa, escritório, etc.), usando o celular para fazer chamadas.
Há dois anos e meio, a Flexiware nasceu no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (CIETEC), maior incubadora de base tecnológica da América Latina para criar um sistema de CFM adaptado às condições brasileiras. Desenvolveram-se então o método e os equipamentos que trocam, no controle da chamada, o número do celular por outro de fixo, previamente a ele associado, quando a pessoa está no seu local fixo. Assim, o cliente, detectado também pelo sistema em tal local, usando o celular, liga para um fixo, pagando tarifa fixo-fixo. E a troca viabiliza a cobrança do preço de fixo pela empresa celular, pois, caso contrário, o que esta teria que pagar à fixa seria mais que receberia do cliente.
Este método brasileiro de troca de número para a viabilização técnica e econômica da convergência fixo-móvel teve sua patente nacional e internacional requerida por um dos sócios da Flexiware há alguns anos. É especialmente adaptado às nossas condições por seu baixo custo, fator necessário onde mais de 80% dos usuários de celular são pré-pagos e a receita por assinante é baixa. O sistema não requer a troca do aparelho existente: qualquer um, de qualquer tecnologia e geração, é totalmente compatível.
Os equipamentos e os softwares também foram desenvolvidos no Brasil, com parceiros situados nos pólos tecnológicos de Campinas e de Brasília. O sistema completo inclui 4 módulos: assinatura (aprovisionamento) do serviço pelo cliente (envolvendo endereço e latitude e longitude do mesmo), localização automática no endereço fixo, mudança de número, e supervisão.
As vantagens para as operadoras fixa e móvel são substanciais, segundo Cássio Camargos, um dos sócios da empresa. "A telefonia fixa deixa de perder assinantes, que migravam para a praticidade do celular – apesar dos preços e de terem que usá-lo menos antes desse sistema. E as móveis ganham porque vendem mais tráfego em horários que suas redes estão operando com ociosidade, além do serviço ser uma poderosa ferramenta para fidelizar o cliente", conclui Camargos.