São Paulo, 21 de fevereiro de 2005 – O Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) encerrou o ano de 2004 com 101 empresas incubadas, que tiveram um faturamento de R$ 20,2 milhões e possuem 546 postos de trabalho. O total de impostos arrecadados nos mais de seis anos de existência da maior Incubadora da América Latina é 3,5 o valor investido pelo governo, feito através do convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio a Pequena e Média Empresa de São Paulo (Sebrae-SP). Em dados absolutos, enquanto o Sebrae-SP investiu aproximadamente R$ 2,6 milhões, as empresas do Cietec recolheram mais de R$ 9 milhões em impostos. No último ano, essa proporção chega a 6,5.
Segundo o gerente do Cietec, Sergio Risola, esses dados comprovam que o empreendedorismo levado a sério beneficia a sociedade como um todo. “Somente em impostos recolhidos, o Cietec retorna em média quatro vezes o investimento público”, destaca Risola. “E seus produtos inovadores impactam positivamente na balança comercial do país, gerando empregos altamente qualificados”, conclui.
Até o final de 2004, as Bolsas RHAE/CNPq (Recursos Humanos para Atividades Estratégicas/Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) investiram um total de R$ 3,57 milhões nas empresas do Cietec. Desde que deixou de ser um projeto para se tornar uma realidade, a Incubadora recebeu em infra-estrutura da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo (SCTDET) R$ 1.211.700,00 – pouco mais de 2% do total faturado por todas as empresas que estiveram no Cietec, desde 1999: R$ 45.610.000,00.
Casos de sucesso
Em março de 2005, o Cietec terá graduado 25 empresas, que chegaram à Incubadora como uma idéia inovadora e saíram como negócios promissores. Exemplo disso é a Lasertools, primeira empresa graduada na Incubadora (em junho de 2002), especializada em aplicações industriais de lasers em diversos setores da economia, cujo faturamento em 2004 foi de R$ 1,2 milhão. “O Cietec nos abraçou enquanto considerávamos alto o risco comercial associado a uma tecnologia inovadora no Brasil. Sem esse apoio, não atingiríamos o estágio em que nos encontramos hoje”, comenta Spero Penha Morato, diretor da empresa.
Segundo Risola, o número de pequenas empresas que fecham as portas antes de completar três anos dentro do Cietec é inversamente proporcional ao de empresas que não têm esse apoio lá fora. “Sozinhas no mercado, 75% das pequenas empresas vão à falência (dados do Sebrae). Aqui no Cietec, de 70 a 80% dos empreendedores sobrevivem nessa fase de início de projetos inovadores”, informa. “Essa é uma das experiências que devem ser replicadas pelo Brasil afora. O significado disso é geração de riqueza”.
Capacitação e Patentes
Além de consultorias com gestores, o Cietec oferece aos empresários incubados cursos e palestras de capacitação para as mais diversas áreas relacionadas à gestão empresarial. Em 2004, foram 39, somando um total de 418 horas e 597 participantes. “Em 2005, esse número vai aumentar consideravelmente, graças à verba liberada pela Finep exclusivamente para esse fim”, afirma José Carlos Lucena, consultor do Cietec.
Outro apoio da Incubadora se dá no campo de proteção à propriedade intelectual. Nessa área, o Cietec tem convênio com duas empresas de renome internacional, para onde encaminha uma empresa incubada que precisa elaborar um pedido de patente, por exemplo. Até 2004, as empresas do Cietec possuíam nove patentes registradas, 24 protocoladas, 15 marcas registradas e 34 protocoladas.
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do País, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.