Passada a euforia das confraternizações de final de ano, é hora de se preparar para as despesas extras de janeiro. Os tradicionais gastos com matrícula e material escolar, além de impostos como IPTU e IPVA chegam antes mesmo do início do ano. “O ideal é poupar para não comprometer as finanças do primeiro trimestre. Para quem não conseguiu se programar com certa antecedência, o parcelamento pode ser uma boa alternativa, afirma Paulo Calado, docente de Finanças e Contabilidade do Senac Osasco.
Para os pais que já estão com a lista do material escolar em mãos, Paulo é taxativo: “é fundamental pesquisar. Muitas vezes, vale o deslocamento até a cidade mais próxima, pois a diferença de preços pode variar em até 40% de uma loja para outra”, destaca Calado, que recomenda checar os preços em três lojas, no mínimo.
Em tempos em que a ordem é economizar, o especialista recomenda pesquisar entre os itens do ano passado, quais podem ser reaproveitados. Mochila, régua, tesoura muitas vezes estão em bom estado. “A internet ajuda muito. É importante utilizar a tecnologia ao nosso favor. As lojas virtuais muitas vezes oferecem produtos mais baratos já que o material não está exposto” – comenta o especialista.
Negociação
Gastos com impostos como IPTU e IPVA podem ser parcelados sem riscos de incidir juros, mas o especialista recomenda que o consumidor fique atento às despesas com bancos para não se tornar refém das instituições.
Verdadeiros vilões das finanças da família, o cartão de crédito e o cheque especial merecem atenção especial. Com a taxa mais elevada do país, os juros do cartão de crédito já ultrapassam a marca de 459,53%. Em dezembro e janeiro, os gastos costumam ser ainda mais elevados. Para evitar transtornos com a elevação destes gastos Paulo Calado recomenda negociar: “As empresas estão favorecendo a negociação, escutando a proposta do consumidor e suas condições, por isso, é hora de negociar”.