Especialista da HOYA Vision Care reforça a importância do diagnóstico precoce e das consultas regulares para identificar alterações que podem indicar doenças oculares

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São Paulo, outubro de 2026 – Criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e celebrado este ano em 08 de outubro, o Dia Mundial da Visão busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do tratamento das doenças oculares, que conta com números alarmantes. Segundo a entidade, cerca de 2,2 bilhões de pessoas no mundo convivem com algum grau de deficiência visual ou cegueira.
“Em muitos casos, a perda da visão pode ser evitada com consultas regulares e intervenções realizadas nos estágios iniciais das doenças oculares. Por isso, a prevenção continua sendo a melhor estratégia para preservar a saúde visual”, afirma o Dr. Celso Cunha, oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, multinacional japonesa referência global em soluções ópticas de alta tecnologia.
Entre as principais ameaças à saúde ocular estão condições que muitas vezes evoluem de forma silenciosa e só são percebidas quando já comprometem significativamente a visão, tornando o diagnóstico precoce ainda mais importante.
Cinco cuidados para proteger a saúde dos olhos
Para preservar a saúde ocular, é fundamental adotar hábitos preventivos ao longo de toda a vida. Consultas regulares, atenção aos sinais de alteração na visão e acompanhamento adequado em cada faixa etária ajudam a identificar precocemente condições que podem comprometer a saúde dos olhos e a qualidade de vida.
Diante disso, o Dr. Celso destaca cinco cuidados essenciais para proteger a visão.
- Faça consultas regulares desde a infância
Os cuidados com a saúde ocular devem começar nos primeiros meses de vida. Consultas regulares com o oftalmologista ou oftalmopediatra são fundamentais para identificar alterações congênitas e acompanhar o desenvolvimento visual da criança, contribuindo para prevenir problemas que podem afetar a aprendizagem, a socialização e a qualidade de vida.
Ao longo da adolescência e da vida adulta, o acompanhamento continua sendo importante para detectar e corrigir alterações visuais comuns, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, além de condições como o ceratocone. Nessa fase, também merecem atenção os impactos do uso excessivo de telas, que podem provocar fadiga ocular, ressecamento e desconforto visual.
- Não ignore visão embaçada ou dificuldade para enxergar
Visão embaçada, dificuldade para enxergar de perto ou de longe, dores de cabeça frequentes e desconforto visual são sinais que não devem ser negligenciados. Muitas vezes, eles estão associados a erros refrativos, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, condições que alteram a forma como a luz é focalizada na retina, o que resulta em uma visão borrada ou distorcida.
Embora sejam problemas que podem ser corrigidos com óculos, lentes de contato ou cirurgia refrativa, a avaliação oftalmológica é indispensável para confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado.
- Atenção às doenças silenciosas
Nem toda alteração visual está relacionada à necessidade de trocar os óculos. Algumas doenças podem apresentar sintomas semelhantes aos dos erros refrativos, especialmente nas fases iniciais, dificultando sua identificação sem uma avaliação especializada.
Entre elas estão o glaucoma, que compromete o nervo óptico e pode causar perda irreversível da visão; a catarata, caracterizada pela perda de transparência do cristalino, provocando visão embaçada e progressiva; e a retinopatia diabética, complicação do diabetes que afeta os vasos sanguíneos da retina e pode comprometer a visão quando não acompanhada adequadamente.
Por isso, o acompanhamento oftalmológico periódico é essencial para identificar precocemente essas condições e aumentar as chances de controle e tratamento antes que a visão seja comprometida.
- Redobre o cuidado após os 40 anos
Com o avanço da idade, aumentam as chances de desenvolver alterações visuais e doenças oculares. A partir dos 40 anos, torna-se mais comum o surgimento da presbiopia, conhecida popularmente como “vista cansada”, além do aumento do risco de condições associadas ao envelhecimento, como catarata, glaucoma, degeneração macular e complicações oculares decorrentes do diabetes.
Como algumas dessas doenças podem evoluir de forma lenta ou sem sintomas evidentes no início, mudanças como dificuldade para ler, perda de nitidez, sensibilidade à luz, visão embaçada ou redução do campo visual não devem ser tratadas apenas como sinais naturais da idade. Por esse motivo, os exames oftalmológicos periódicos tornam-se ainda mais importantes nessa fase da vida, permitindo monitorar a saúde ocular e identificar alterações antes que elas afetem significativamente a visão.
- Aproveite os avanços tecnológicos para monitorar a saúde ocular
A tecnologia tem desempenhado um papel cada vez mais importante na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças oculares. Equipamentos de alta precisão permitem identificar alterações visuais antes mesmo do surgimento dos sintomas, aumentando as chances de tratamento e preservação da visão.
Além disso, soluções baseadas em inteligência artificial já auxiliam especialistas na análise de exames e na detecção de doenças como a degeneração macular relacionada à idade e outras alterações da retina. Recursos como telemedicina e equipamentos portáteis também ampliam o acesso à assistência oftalmológica, facilitando o acompanhamento de pacientes que vivem em regiões com menor oferta de atendimento especializado.
“A democratização do acesso à saúde ocular tornou-se uma prioridade global. Com isso, a descentralização dos serviços e o uso da tecnologia são fundamentais para garantir que mais pessoas tenham acesso contínuo e sustentável a exames, tratamentos e correções visuais”, conclui o especialista.