São Paulo, 15 de fevereiro de 2007 – Um novo relatório da ONU, divulgado hoje, afirma que, em 20 anos, dois terços da população sofrerá com a escassez de água. O estudo foi desenvolvido pela FAO, agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação, sediada em Roma. No Cietec, em São Paulo, diversas empresas da Rede de Meio Ambiente desenvolveram tecnologias capazes de evitar o desperdício de água.
– Lótus Química Ambiental: desenvolveu o redutor da evaporação de água doce. O produto é uma mistura em forma de pó que, ao ser aplicada na água, forma um filme ultrafino na superfície (com a espessura de apenas uma molécula), que se espalha rapidamente por grandes áreas e reduz a evaporação sem alterar as trocas gasosas de oxigênio e gás carbônico entre o corpo hídrico e a atmosfera. O produto incorpora tecnologia de ponta e está protegido por duas patentes e sigilo. Testes em laboratório e em reservatórios reais confirmaram que o produto é capaz de reduzir a perda de água por evaporação em até 50%.
– A Nexus Geoengenharia, desenvolveu um software que atua ajudando a solucionar o desperdício de água nas tubulações. Através dele, é possível mapear todo o sistema de tubulação de uma cidade, qual o tipo de cano, a sua profundidade e demais características. É possível saber ainda o ponto exato da obra, que ferramentas utilizar e a profundidade da escavação. Tal procedimento evita o desperdício de tempo, de dinheiro e, acima de tudo, de água tratada. Em média, um município desperdiça 45% da sua água. Alguns deles chegam a até 70%. E achar esse vazamento não é simples.
– A organização não-governamental Sociedade do Sol (SoSol), desenvolveu o sistema de reuso de água residencial. A idéia é reaproveitar a água do banho em aplicações simples, como por exemplo, nas descargas dos vasos sanitários. A solução permite uma economia de até 30% de água potável, sem tecnologias complexas e sem perigos para a saúde do usuário.
– Através do desenvolvimento de tecnologia própria, a Sharewater oferece soluções customizadas aos diversos nichos de economia para a racionalização do uso da água, contribuindo para a preservação do recurso natural.
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do País, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.