São Paulo, 1 de junho de 2006 – Quando se fala em ozônio, a primeira coisa que vem em mente é o seu papel na proteção dos raios ultravioleta do Sol. Entretanto, esse gás tem outras propriedades menos conhecidas, como a de ser o melhor desinfetante natural do planeta. É justamente essa qualidade que a empresa Brasil Ozônio procura explorar no desenvolvimento de seus produtos.
Incubada há pouco mais de um ano no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), a Brasil Ozônio fabrica um aparelho gerador de ozônio chamado BRO3-3. Ideal para o tratamento da água em piscinas, poços artesianos, caixas d’água e efluentes industriais, o BRO3-3 chega ao mercado para substituir desinfetantes e bactericidas como o cloro, uma substância tóxica, mas bastante usada comercialmente. Isso é perceptível quando se mergulha em uma piscina tratada com cloro, pois o cabelo fica duro, a pele ressecada e os olhos irritados. Com o ozônio isso não acontece.
“O ozônio é 20 vezes mais forte que o cloro na ação desinfetante e bactericida, além de agir cerca de 3 mil vezes mais rápido e não poluir o meio ambiente”, explica o diretor da empresa, Samy Menasce. “Para se ter uma idéia da vantagem dessa substância sobre o cloro, hoje em dia, todo o tratamento da água da cidade de Paris é feito com ozônio”, afirma.
Outro diferencial do BRO3-3 é o seu baixo consumo de energia. Para se ter uma idéia, um sistema que funcione durante 24 horas por dia consome o equivalente a uma lâmpada comum. Foi essa vantagem que permitiu à empresa instalar em Tucuruí, Pará, uma mini-estação de tratamento por ozônio com fluxo de cinco mil litros de água movido unicamente pela energia solar.
A intenção da empresa agora é ampliar as aplicações do produto para além do tratamento da água em piscina, poços artesianos ou caixas d’água. Tendo em vista as qualidades do ozônio, o sistema também pode ser usado para eliminar ácaros em ar-condicionado, acabar com o cheiro de cigarro em quartos de hotel ou retardar o amadurecimento de frutas e verduras.
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do País, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia muito popular no exterior e, que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.