São Paulo, 10 de maio de 2006 – A Innovatech, empresa incubada pelo Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) desde 2004, está desenvolvendo os primeiros stents coronários e periféricos (implantados em artérias fora da região do coração) com tecnologia totalmente nacional. No Brasil, acontecem 80 mil operações de implante de stents coronários por ano, o que representa apenas um décimo da quantidade de operações desse tipo realizadas nos EUA. Isso ocorre devido ao fato de o produto ainda não ser produzido no Brasil.
“Todos são importados e têm um custo elevado, o que impede o acesso de boa parte da população a essa tecnologia”, afirma Spero Morato, diretor da Innovatech. Segundo Morato, a previsão é lançar o produto no mercado brasileiro até o final de 2007. A pretensão da empresa é ter como seu principal cliente o Sistema Único de Saúde (SUS).
Como funcionam
“Os stents são pequenas telas de metal, acompanhadas de um balão, colocadas nas artérias e veias obstruídas. Ao inflar o balão, o stent se expande, permitindo que o sangue flua normalmente e evitando enfartes ou operações cirúrgicas de grande porte, como uma ponte de safena”, explica o diretor da Innovatech.
A empresa trabalha junto a uma rede de instituições desenvolvendo o primeiro stent nacional. São organizações como o Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Scitech, uma empresa do ramo médico-hospitalar associada à Agência de Inovação da Unicamp (Inova).
Para desenvolver o equipamento, a Innovatech conta com o apoio de bolsas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para seus pesquisadores. Além dos stents, a empresa também trabalha no desenvolvimento de outros equipamentos médicos, como próteses e filtros de veia cava para trombose.
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do País, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior, e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.