São Paulo, 18 de julho de 2006 – A discussão sobre o modelo de TV Digital a ser implantado no Brasil começou no final dos anos 1990 e se encerra com a oficialização pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva da escolha do modelo japonês. Dentre os três padrões disponíveis no mercado mundial, o americano, o europeu e o japonês, o último foi o escolhido pelo governo federal.
Selecionado o modelo, começa uma fase de transição, tanto para os usuários quanto para as emissoras de TV. Enquanto elas preparam sua estrutura para a emissão do sinal, o usuário precisa equipar sua TV antiga (analógica) com um aparelho chamado setup-box, que irá decodificar o sinal digital para a TV analógica.
Já a recepção do sinal continuará sendo feita por meio da antena, mas com uma peculiaridade: para a TV Digital a qualidade da recepção é essencial, ou seja, ou transmite-se uma imagem perfeita ou a televisão não irá transmitir nada. Isso exige que em lugares com muitos sinais refletidos (os famosos “fantasmas”, comuns em lugares cheios de prédios, torres e morros) o usuário precise de uma antena eficaz na captação da transmissão.
A EBcom, empresa do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), atualizada com os rumos da radiodifusão no País, há dois anos desenvolve uma antena para recepção desse sinal digital. Trata-se de uma antena interna com pouco mais de 35cm que recebe canais na faixa UHF (entre 14 a 69) e dispõe de uma tecnologia chamada diretividade, capaz de reduzir esses sinais refletidos. O produto pode ser comprado nas lojas especializadas ou pelo site da EBcom (www.ebcom.com.br) nas cores preta, prata, azul, ouro, verde e vermelha. O valor é de R$ 29,90.
Diferenças
O principal diferencial da TV Digital em relação ao modelo atual, chamado analógico, é justamente a qualidade do sinal. A imagem será igual ou melhor que a do DVD, enquanto o áudio contará com seis canais, como um home theater. Além disso, com o novo sistema é possível dividir o mesmo canal em quatro conteúdos simultâneos, além de permitir recursos de mobilidade (ver TV no ônibus, por exemplo), de portabilidade (ver TV pelo celular) e interatividade.
O diretor da EBcom Eduardo Bicudo, coordenou um grupo técnico criado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão e Telecomunicações (Abert/SET). Ao grupo coube levantar dados, fazer estudos e realizar testes dos diversos modelos de TV Digital disponíveis para auxiliar o Ministério das Comunicações na escolha do melhor sistema.
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do País, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.