São Paulo, outubro de 2007 – Entre os dias 23 e 25 de outubro, diversas estações do metrô em São Paulo se transformarão em consultórios odontológicos. Por intermédio de parcerias com instituições de ensino da capital, usuários deste meio de transporte público serão orientados a respeito dos métodos de prevenção e tratamento do câncer de boca.
No dia 23, terça-feira, das 8h às 18h, alunos e docentes do curso de odontologia da Universidade Ibirapuera estarão na estação São Bento (linha azul) onde também distribuirão materiais informativos acerca de outras doenças bucais como cárie e gengivite. Os pacientes serão examinados gratuitamente pelos voluntários e devidamente encaminhados para as unidades básicas de saúde e outros órgãos caso seja detectado algum problema.
As atividades acontecem em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e sob supervisão do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP). Ao todo, cerca de 15 estudantes voluntários da Ibirapuera estarão envolvidos na iniciativa que tem caráter inédito.
Segundo Mônica Andrade Lotufo, docente do curso de odontologia da Universidade e coordenadora do Grupo de Atenção Especial ao Paciente Odontológico (GAEPO), os usuários também aprenderão a realizar o auto-exame para detecção do câncer, o que pode facilitar o tratamento da doença.
“Quando a doença é diagnosticada precocemente, as chances de sucesso do tratamento e a qualidade de vida do paciente aumentam. Por isso, a melhor alternativa seria enfocarmos a prevenção e aos fatores de risco que incidem sobre a doença. Em relação à prevenção o paciente pode periodicamente se auto-examinar durante sua higiene oral e se notar alguma alteração do tipo manchas vermelhas ou brancas ou feridas que não cicatriza em 15 dias, a pessoa deve procurar imediatamente orientação com um dentista”, destaca a especialista.
Fatores de risco e tratamento
O cigarro e o álcool são os principais fatores de risco do câncer oral. Homens acima de 40 anos que fumam e bebem apresentam maior propensão para desenvolver a doença. No entanto, por causa do aumento do tabagismo entre as mulheres, nos últimos 50 anos, o número de casos também vem crescendo entre o sexo feminino.
Levantamentos feitos pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que o da cavidade bucal ocupa o 5º lugar no ranking de incidência entre pessoas do sexo masculino e o 8º lugar entre as mulheres. Em 2006, a previsão era de 14 mil novos casos da doença em todo território nacional.
O tratamento do câncer de boca deve ser feito pelos médicos por meio de intervenções cirúrgicas, sessões de rádio ou quimioterapia, podendo haver associação entre estas terapias. “O ideal é que a doença seja tratada por um equipe multidisciplinar, integrando profissionais das mais diversas áreas. O dentista pode e deve atuar no momento do pré, trans e pós-tratamento oncológico”, avalia Mônica Andrade Lotufo.
| Serviço – Mutirão Câncer de Boca Local: Estação São Bento do Metrô (linha azul) Data: 23 de outubro de 2007, terça-feira Horário: das 8h às 18h |
Sobre a Universidade Ibirapuera
Fundada em 1969, a Universidade Ibirapuera iniciou suas atividades no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, por intermédio da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, mantida pela Associação Princesa Isabel de Educação e Cultura (APIEC).
Atualmente, reúne cerca de 11 mil estudantes, concentrados em 23 graduações, como Direito, Odontologia, Administração, Sistemas da Informação, Educação Física e Psicologia, além de 18 cursos de graduação tecnológica, cursos de extensão e programas de pós-graduação, stricto e lato sensu, reconhecidos pelo Capes, com destaque para o Mestrado em Bioodontologia.
Pautada pelos princípios da responsabilidade social, a Universidade Ibirapuera se insere no cotidiano das comunidades onde estão localizados seus dois campi (Moema e Chácara Flora), desenvolvendo atividades que também servem como campos de pesquisa e extensão para seus alunos. Por meio desses programas foram realizados, somente no ano de 2006, cerca de 29 mil atendimentos à população.