São Paulo, 23 de junho de 2008 – De acordo com a última pesquisa realizada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), em 2006, as universidades particulares registraram evasão de 25,1%, cerca de 670 mil estudantes. Já as públicas apresentaram o abandono de 12,4%, um total de 123 mil alunos. São diversos os fatores que estão atrelados a esses números, como, por exemplo, o financeiro, mas a escolha errada pela profissão também aparece como um dos principais motivos.
Optar por uma carreira é uma decisão que enlouquece os jovens de vinte e poucos anos. Alguns privilegiam mais a vocação do que o mercado de trabalho e vice-versa. Atualmente, ganhar dinheiro tornou-se tão importante quanto fazer o que lhe agrada. Mas qual será a melhor maneira para não sofrer com essa escolha e acertar o caminho profissional?
Ler, pesquisar e vivenciar o dia-a-dia de uma profissão antes de começar uma faculdade pode ser uma das alternativas para decidir pela carreira. Outro método mais tradicional é a orientação vocacional, que ajuda o candidato a conhecer melhor seus interesses, habilidades, valores, assim como a realidade educativa e socioprofissional. Para facilitar esta tarefa, Kathia Neiva, coordenadora do curso de psicologia da Universidade Ibirapuera, desenvolveu um jogo psicopedagógico para que isso não se torne um bicho de sete cabeças.
Especialista em orientação profissional, Kathia criou e patenteou o jogo "Critérios para a escolha profissional", publicado pela Vetor Editora, com o objetivo de auxiliar as pessoas a optar, dentro das possibilidades, por um caminho que as leve a se realizar dentro de um trabalho que seja expressão significativa delas mesmas.
“O jogo é uma atividade que amplia o auto-conhecimento, permitindo que o jovem identifique seus principais interesses e aptidões, e trace seus critérios para a escolha de uma profissão. Facilita ainda a busca de informações profissionais e a correção de distorções, evitando assim que o jovem escolha a partir de certos modismos, às vezes apregoados pelo mercado de trabalho, que costuma ditar tendências de carreiras em ascensão”, destaca.
A professora acredita ainda que, antes de decidir por qual carreira seguir, o indivíduo tem que estar ciente e seguro sobre sua própria condição enquanto ser humano e ter claro o que espera da sua futura vida profissional.
Sobre Kathia Maria Costa Neiva
Kathia Neiva, coordenadora do curso de psicologia da Universidade Ibirapuera, é doutora em Psicologia pela Université Paris V e membro da Associação Brasileira de Orientadores Profissionais e do Comitê Editorial da Revista Brasileira de Orientação Profissional. Já participou de alguns programas em emissoras de rádio e televisão. Também é autora das seguintes obras: “Entendendo a Orientação Profissional” (Editora Paulus); “Escala de Maturidade para a Escolha Profissional – EMEP (Vetor Editora); “Processos de Escolha e Orientação Profissional” (Vetor Editora) e de vários artigos e capítulos de livros.
Assuntos sobre os quais pode conceder entrevistas:
- Orientação profissional;
- Escolha profissional;
- Graduação em psicologia;
- Competências para o mundo do trabalho;
- Instrumentos para orientação profissional;
- Universo psicossocial do jovem e do adolescente;
- Relacionamento familiar.