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Falhas de comunicação reduzem produtividade e limitam crescimento profissional

Em um ambiente marcado pelo excesso de mensagens e pelo avanço da inteligência artificial, clareza, escuta e capacidade de defender ideias ganham peso na construção de reputação e liderança

Imagem: PeopleImages/ShutterStock

São Paulo, agosto de 2026: Conhecimento técnico e capacidade de entrega continuam essenciais para o crescimento profissional, mas já não são suficientes para garantir que boas ideias sejam compreendidas, consideradas e transformadas em decisões. Um relatório elaborado pela Grammarly, aponta que falhas de comunicação reduzem a produtividade em 41% dos trabalhadores, além de aumentar o estresse para 51% e diminuir a satisfação profissional de 35%.

Ao mesmo tempo, habilidades relacionadas à influência e à interação humana permanecem valorizadas mesmo diante da automação. O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, coloca liderança e influência social entre as principais competências exigidas atualmente pelas empresas. Empatia, escuta ativa, gestão de talentos e orientação ao cliente também aparecem entre as habilidades centrais para o mercado de trabalho.

Segundo Daniel M. Campos Neto, CEO da EDC Group, consultoria de recrutamento e seleção com mais de 16 anos de expertise, o problema não está apenas na quantidade de informações que circulam pelas empresas, mas na qualidade dessas interações.

“No ambiente corporativo, saber organizar o raciocínio, adaptar a mensagem ao interlocutor e apresentar propostas com clareza pode determinar se um projeto receberá apoio, se uma liderança será reconhecida e se um profissional ganhará espaço dentro da organização”, explica.

Competência técnica precisa ser traduzida

Uma ideia pode ser tecnicamente correta e, ainda assim, não avançar por falta de contexto, objetividade ou conexão com as prioridades da empresa. Isso acontece quando o profissional domina o conteúdo, mas não consegue explicar por que sua proposta importa, qual problema ela resolve e que resultados pode produzir. Em reuniões com lideranças, por exemplo, apresentar todos os detalhes de um projeto pode ser menos eficiente do que destacar riscos, impactos financeiros e decisões que precisam ser tomadas.

Para o CEO da EDC Group, comunicar bem não significa falar mais ou recorrer a discursos elaborados.

“A comunicação profissional começa pela capacidade de entender quem está do outro lado e qual informação essa pessoa precisa para tomar uma decisão. Muitas ideias relevantes se perdem não porque sejam ruins, mas porque são apresentadas sem contexto, sem objetividade ou sem conexão com o negócio”, afirma.

Essa habilidade também influencia a visibilidade interna. Profissionais que conseguem explicar suas entregas, compartilhar aprendizados e participar de discussões estratégicas tendem a tornar suas contribuições mais compreensíveis para outras áreas e para a liderança. Isso não significa transformar toda interação em autopromoção, mas evitar que resultados importantes permaneçam restritos à equipe que os produziu.

Reputação é construída pela consistência

A reputação profissional não depende apenas de apresentações, reuniões ou manifestações públicas. Ela se forma pela repetição de comportamentos: como a pessoa responde a um problema, dá retorno a colegas, conduz uma conversa difícil, reconhece erros e adapta sua linguagem a diferentes públicos. A comunicação, nesse sentido, não é somente uma ferramenta de exposição, mas um dos elementos pelos quais colegas e lideranças avaliam confiabilidade, maturidade e capacidade de colaboração.

O levantamento Corporate Recruiters Survey 2025, do Graduate Management Admission Council, ouviu mais de 1.100 recrutadores corporativos e profissionais de empresas de seleção em 46 países. Segundo o estudo, competências socioemocionais e interpessoais, como comunicação, inteligência emocional e adaptabilidade, estão entre as habilidades mais valorizadas pelos empregadores atualmente e para os próximos anos.

A expansão da inteligência artificial torna essa discussão ainda mais relevante. Ferramentas generativas podem ajudar a estruturar textos, resumir informações e preparar apresentações. No entanto, elas não substituem a capacidade de interpretar o ambiente, perceber reações, ouvir ativamente e assumir responsabilidade pelo que está sendo comunicado.

“Quanto mais a tecnologia facilita a produção de mensagens, maior é a responsabilidade humana sobre a intenção, o conteúdo e o impacto daquilo que se comunica. O diferencial não será apenas escrever ou apresentar bem, mas saber interpretar contextos, sustentar argumentos, ouvir objeções e construir confiança”, avalia Daniel.

Maturidade comunicacional vai além da oratória

Comunicar-se de maneira madura não significa eliminar divergências ou convencer todas as pessoas. Em muitas situações, a qualidade da comunicação aparece justamente na capacidade de discordar sem romper relações, fazer perguntas antes de responder, admitir quando uma informação ainda não está disponível e ajustar a rota diante de novas evidências.

Nas organizações, essa maturidade também depende do ambiente criado pelas lideranças. Equipes precisam saber quais informações devem ser compartilhadas, por quais canais e em que momento. Quando decisões não são explicadas, prioridades mudam sem contexto e as mensagens chegam de maneiras diferentes a cada área, cresce o espaço para retrabalho, insegurança e rumores.

Para Daniel, as empresas também precisam tratar a comunicação como uma competência que pode ser desenvolvida.

“É comum investir em conhecimento técnico e esperar que a capacidade de influência apareça naturalmente. Mas comunicação envolve método, prática e feedback. Líderes e profissionais precisam aprender a estruturar ideias, escutar de verdade e transformar assuntos complexos em mensagens compreensíveis, sem perder a precisão”, conclui.

EDC Insights debate comunicação, influência e reputação

A relação entre comunicação e crescimento profissional será discutida na próxima edição do EDC Insights, série de encontros promovida pela EDC Group. Com o tema “Quem não se comunica, não cresce: como expressar suas ideias e construir uma reputação forte”, o evento será conduzido por Daniel M. Campos Neto e terá a participação de Fabi Vieira, estrategista de comunicação, fundadora e CEO do Instituto Fala Comigo e criadora do conceito de Maturidade Comunicacional. A executiva possui mais de 20 anos de experiência em vendas, liderança e desenvolvimento humano.

O encontro abordará como profissionais podem comunicar suas ideias com mais clareza, fortalecer sua influência, posicionar a liderança e construir uma reputação coerente com suas entregas.

Serviço

EDC Insights — Quem não se comunica, não cresce: como expressar suas ideias e construir uma reputação forte

Data: 26 de agosto de 2026

Horário: das 11h às 12h

Formato: online, via Google Meet

Inscrição: gratuita, com vagas limitadas

Inscrições: disponíveis na plataforma Sympla, no link.


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