Fórum M-gov apresenta tendências para mercado emergente que, ainda incipiente, já é bilionário na AL - Trama
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Fórum M-gov apresenta tendências para mercado emergente que, ainda incipiente, já é bilionário na AL

São Paulo, 19 de abril de 2006 – O 1º Fórum de M-GOV – Cidadania Móvel – do país, que finaliza suas discussões neste dia 19 de Abril, apresenta as novidades e experiências já realizadas num segmento que deve movimentar milhares de reais e criar novos setores de atuação com o desenvolvimento do M-Gov no Brasil. De interesse da população como um todo, que pode se beneficiar com as novidades (ganhando agilidade, melhor atendimento e transparência na relação com o Estado), a questão também atrai ao governo (que oferta serviços) e à indústria de informática, que deverá integrar as necessidades da população e do poder público e tem grande espaço para a oferta de serviços e infra-estrutura. Além da expansão do mercado de serviços de valor agregado, serão discutidas no fórum ainda outras questões: como modelo de negócios e privacidade do cidadão em M-Gov.

De acordo com Vagner Diniz, presidente do Instituto, e responsável pela divulgação do tema, “os serviços de M-gov devem movimentar o mercado, pois envolverão vários segmentos da indústria no provimento de serviços. Por exemplo, uma simples ação de cidadania móvel do governo envolvendo celular para atender ao cidadão demanda infra-estrutura da indústria de tecnologia, desenvolvimento de aplicações para aparelhos móveis, inovação em serviços de segurança, certificação digital e novos conteúdos. É preciso ainda contar com empresas especializadas na integração de redes e billing, assim como das operadoras de telefonia móvel”.

E se o mercado de governo já é imenso, imagine o impacto destes usos inovadores na iniciativa privada. Clara Lima, gerente de marketing da empresa CONIP, organizadora do fórum, diz que fórum é inovador não só por tratar em primeira mão do tema emergente no país, mas por ter um formato que permite a troca de experiências e exercícios de projeção sobre o futuro. “Estas ações são necessárias para nortear a utilização das tecnologias móveis no relacionamento entre governo e cidadão e até, por que não dizer, de empresas privadas que desejam levar o relacionamento com os seus clientes a um outro nível”.

Mais sobre o mercado
De acordo com levantamento feito pela empresa americana Pyramid Research, o Brasil registrou uma receita de US$ 967 milhões com envio de dados pelo celular (serviços como SMS, MMS e downloads) no ano passado. Isto coloca o país em primeiro lugar na lista dos maiores faturamento com dados por telefonia móvel na América Latina. Em seguida, são citados México, com US$ 888 milhões e Venezuela, com US$ 467 milhões. Em 2005, a receita total da região latino-americana com dados móveis foi de US$ 3,4 bilhões e a mundial foi de US$ 1,3 trilhão.

O estudo reforça as oportunidades (e desafios) presentes no país quando o assunto é mobilidade. Situa o momento atual como o de maturidade, em que as empresas já não mais focam seus esforços no aumento de assinaturas e sim em tornar mais lucrativas as relações já existentes.

“Some a esta informação o dado sobre a penetração atual em assinaturas indicada pelo estudo (47% em 2005 e prevista em 66% para o ano de 2010) e é possível ter uma idéia do terreno fértil preparado para o desenvolvimento de soluções e infra-estrutura a fim de aproveitar a capilaridade dos celulares para usá-los como ferramenta de integração do cidadão com o governo ou mesmo do consumidor com suas empresas de escolha”, salienta Diniz.

Uma outra forma de visualizar o tamanho deste mercado é recorrer ao número de celulares presentes no país, afirma o profissional, que defende arduamente que a inclusão digital ocorrerá via celular, em vistas à disseminação deste aparelho. Ele cita outra pesquisa, desta vez da consultoria em telecomunicações Teleco, que diz estar o País próximo de alcançar a marca de um celular para cada dois habitantes, uma vez que atingiu a marca de 85 milhões de celulares em dezembro. Isto representa uma densidade de 46 celulares para cada 100 habitantes. Deve-se levar em consideração que, no me anterior, o Brasil contava com 82,3 milhões de celulares ou uma densidade de 44,5 celulares para cada 100 habitantes. Com o resultado de dezembro, o Brasil é o 5º país do mundo em número de celulares, atrás da China, Estados Unidos, Rússia e Japão. Como comparação, vale dizer que o número de telefones fixos, que se manteve estável em 2005, já corresponde a 47% do total de celulares.

Apostas para um futuro próximo e promissor
Ciente do crescimento geométrico que novas tecnologias que facilitem a vida do brasileiro e caiam no gosto popular podem ter, Diniz usa sua experiência de mercado para fazer um paralelo com a ulitização da Internet pelo cidadão. “Cerca de 6% do uso de Internet hoje é referente a ações de Governo

Eletrônico. É portanto, razoável supor que o M-Gov tem potencial para começar com esse número. Se o mercado Brasil só de SMS foi de mais de 900 milhões, portanto, potencialmente, o M-gov pode começar com mais de 50 milhões. Hoje, falta apenas oferta de conteúdo de interesse para que esse consumo aconteça.

Várias formas de acesso, muitas maneiras de incluir
Ainda sobre mobilidade, vale dizer que ela não se restringe à proporcionada pelos aparelhos celulares. Os palm tops também já são utilizados, a exemplo de case de Belo Horizonte apresentado no 1° Fórum M-gov, em que se explica como um aplicativo no palm ajuda a combater incêndios na região.sobre o tema

É preciso ficar atento também às redes sem fio (wireless). Assunto tema de outros cases do congresso. No mundo, já existem 100 mil pontos públicos de acesso Wi-Fi, segundo informou a JiWire em janeiro de 2006. Já estudo da Maravedis indica que, no Brasil, 768 mil pessoas assinarão WiMax em 2010.

O que é M-gov
Mobile Government (M-gov ou cidadania móvel) nada mais é do que o termo que define a movimentação do governo em oferecer serviços para acessar o cidadão, ou ser acessado por ele, através de tecnologia móvel (como celulares, palms, notebooks, etc). Esta oferta se torna possível devido ao desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação sem fio (wireless) e da popularização de equipamentos portáteis, com destaque para o celular.

No Brasil, os números de 2005 que estimam o uso do celular pela população indicam quão produtivo o aparelho pode ser (devido à base instalada e capilaridade alcançada) como ferramenta de contato entre cidadão e governo:

  • Dados preliminares da Anatel indicam que a base de assinantes da telefonia celular em fevereiro é de 88 milhões (contra 42 milhões de usuários de telefonia fixa divulgados pela instituição em outubro de 2005) ;
  • De acordo com pesquisa da Siemens, 81% dos brasileiros querem ouvir música e trocar e-mail pelo celular;
  • Dos celulares do País, 50% utilizam tecnologia GSM, segundo informação da Anatel divulgada em janeiro de 2006;
  • Levantamento feito pela empresa americana Pyramid Research, o Brasil registrou uma receita de 967 milhões de dólares com envio de dados pelo celular (serviços como SMS, MMS e downloads) só no ano passado;
  • Já existem múltiplas iniciativas de uso de Mobile Government no Brasil. Veja algumas no site http://www.conip.org.br/mgov/article ou acompanhe a apresentação de algumas, inclusive internacionais, no fórum M-gov.

Serviço
Evento:
M-Gov Cidadania Móvel
Quando: 18 e 19 de Abril
Onde: Blue Tree Towers – Av. Brigadeiro Faria Lima, 3989 – Vila Olímpia – São Paulo – SP
Investimento do congressista: R$ 650,00 durante o fórum
Mais informações: www.conip.org.br/mgov


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