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Inovação Aberta: interação entre parceiros para crescer

Em um mercado cada vez mais competitivo, vence a empresa que criar e desenvolver as soluções mais inovadoras com o máximo de economia de tempo e recursos. Uma das alternativas é deixar de realizar pesquisa e desenvolvimento de forma isolada apenas em laboratórios próprios e se unir a parceiros para crescer de forma mais acelerada. Esse é um dos princípios do conceito de Inovação Aberta ou Open Innovation, criado pelo americano Henry Chesbrough, que contrapõe a inovação criada de portas fechadas pelas companhias.
 
O dirigente da Anprotec, José Eduardo Fiates, define a inovação aberta como um processo de transformação de conhecimento em produto para o mercado por meio da interação entre universidades, empresas e outras instituições. "É o que acaba acontecendo no ambiente de incubadoras e parques tecnológicos de forma natural, mesmo que os empreendedores não apliquem a metodologia ‘formal’ do Open Innovation. No entanto, há muito a ser explorado ainda", declara.
 
O presidente da Anprotec, Guilherme Ary Plonski, confirma essa abordagem da inovação aberta presente fortemente no movimento muito antes de receber o nome pelo qual tem sido disseminada. "Uma empresa incubada, por exemplo, freqüentemente se nutre de conhecimentos tecnológicos gerados em universidade ou institutos de pesquisa. E, também, os disponibiliza para outras empresas, mediante acertos contratuais", enfatiza Plonski.
 
Um caso de sucesso brasileiro que ilustra muito bem iniciativas baseadas nessa filosofia é o da Incrementha PD&I, joint venture dos laboratórios farmacêuticos Biolab e Eurofarma, sediada no Cietec (maior incubadora da América Latina localizada em São Paulo). A empresa foi criada no modelo de gestão colaborativo e com o auxílio da incubadora formou uma rede de parcerias com universidades. Um dos acordos de destaque, por exemplo, foi com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) no desenvolvimento de formulações farmacêuticas por meio de nanotecnologia e que resultou, inclusive, na absorção de uma profissional doutora da instituição.
 
Para Henry Suzuki, diretor técnico da Incrementha, em função do elevado grau de complexidade de conhecimento necessário para a inovação, o processo de desenvolvimento farmacêutico só é possível por meio de colaborações. "Em nosso caso, além de parcerias com Universidades, a interação com outras empresas incubadas no Cietec como a Biotec, Ciallyx, Supranano, Polyanalytik e Visionaltech tem sido de grande valor", completa Suzuki.
 
Além das parcerias, as redes de cooperação são consideradas uma das formas de colaboração utilizadas no movimento das incubadoras e parques tecnológicos. Nesse formato, empresas do mesmo segmento se reúnem para intercambiar conhecimento científico e interagir mais facilmente com o mercado. "É uma forma de solucionar problemas e aproveitar oportunidades", completa Fiates.
 
O presidente da Anprotec acredita que a consolidação dessas redes de conhecimento acontecerá à medida que a abordagem da inovação aberta for difundida. "Isso valorizará e beneficiará o desenvolvimento e a prosperidade das empresas que empreendem e inovam", finaliza Plonski.
 
Benefícios da Inovação Aberta:
  • Habilidade de se alavancar com P&D desenvolvidos com investimentos de Terceiros;
  • Expansão do alcance e capacidade para gerar novas idéias e tecnologias;
  • Oportunidade de redirecionamento de recursos internos para a prospecção, triagem e gestão da implementação;
  • Potencialização do retorno sobre os investimentos em P&D, por meio de licenciamento de patentes subutilizadas;
  • Maior senso de urgência no trato das idéias ou tecnologiasCapacidade de realizar pesquisas estratégicas com baixo nível de risco e recursos. 


Sobre a ANPROTEC
A Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), com sede em Brasília (DF), é considerada entidade referência no movimento de inovação e empreendedorismo, congregando cerca de 6.300 empresas de base tecnológica, responsáveis pela geração de 33 mil postos de trabalho qualificados em todo o Brasil e de cerca de R$ 400 milhões em impostos que retornam anualmente aos cofres públicos. O principal objetivo da entidade é promover mecanismos que possibilitem a junção entre os dois núcleos, o de inovação e o de empreendedorismo, para que haja uma confluência de percepções a respeito do modelo econômico a ser desenvolvido, com sustentabilidade, inserido naquilo que são os desafios do século XXI.

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