Maranhão e Ceará se destacam entre os estados do Nordeste com maior crescimento no número de contratos de banda larga fixa no Brasil.
O Nordeste brasileiro representa 29% dos negócios em redes da Intelbras. “A região é extremamente importante para nós. A Intelbras nasceu em São José, município de Santa Catarina, em 1976. Com o passar dos anos, o alcance da empresa atingiu todo o território nacional, incluindo a América Latina. Hoje, só em redes, comercializamos cerca de 5 milhões de produtos anualmente”, afirma Amilcar Scheffer Diretor da Unidade de Redes da Intelbras.
Segundo dados divulgados pelo IBGE em novembro de 2017, quase 30% dos lares no Brasil não estão conectados à Internet, no Nordeste 43,4% de domicílios não possuem acesso à rede. “Essas estatísticas são a prova que o mercado de banda larga ainda possui muito espaço para expansão. Isso cria oportunidades únicas de crescimento para a Intelbras, provedores locais e revendedores de equipamentos, especialmente numa região como o Nordeste”, afirma Amilcar Scheffer, Diretor de Unidade de Redes da Intelbras.
Crise econômica oferece oportunidades:
Segundo levantamento da Revista Exame no final de 2017, cidades de pequeno porte ignoradas pelas grandes companhias de telecomunicações, que reduziram os investimentos após a crise, viram os provedores locais investir em redes de fibra óptica que sustentam conexões de alta velocidade. Mais de 4 milhões de lares são atendidos por essas empresas, três vezes mais do que em 2011. No primeiro trimestre deste ano, elas foram responsáveis por 70% dos novos acessos à banda larga no Brasil.
Em 1.200 municípios, esses pequenos provedores são líderes de mercado — hoje respondem por 16% do total de conexões no país. Juntos, eles formariam a quarta maior operadora de Internet brasileira. Mas o alcance deles é muito maior. Na prática, as empresas regionais vão tocando indiretamente uma promessa antiga do governo de universalizar o acesso à banda larga no País.
Provedores Regionais:
Segundo a Anatel, os pequenos provedores lideraram o crescimento do acesso à banda larga fixa no país em 2017, os provedores regionais são responsáveis por mais de 2/3 do aumento da banda larga fixa no país em 12 meses. Houve um aumento de 3,05 milhões de acessos para 4,67 milhões de acessos em 12 meses.
Como em muitos aspectos de economia brasileira, o acesso à Internet também guarda desigualdades. De acordo com um estudo da consultoria Teleco, um grupo de 250 cidades que concentram 51% da população brasileira tem uma infraestrutura considerada de alta qualidade. Ali, ocorrem 77% dos acessos à banda larga no País — quase metade deles oferecendo conexões com velocidade superior a 12 megabits por segundo. Já os 49% restantes dos brasileiros vivem em lugares que respondem por apenas 23% do acesso à banda larga, dos quais metade é feita abaixo de dois megabits por segundo, uma velocidade com a qual é difícil carregar um vídeo de alta resolução.
O Nordeste no Mercado de Redes:
Segundo dados da Anatel divulgados em fevereiro de 2018, em 12 meses houve um crescimento de 8,64% nos contratos de banda larga fixa no País, dos quais os provedores regionais foram responsáveis por 70% com 1,6 milhão de novos contratos. Atualmente, existem no país mais de 29 milhões de acessos de banda larga fixa, sendo 4,67 milhões relativos ao segmento.
De acordo com os números divulgados, o Maranhão foi o estado que apresentou o maior crescimento no número de contratos, na comparação com o ano passado. Apresentou crescimento de 25%, com a entrada de 55 mil novos contratos de banda larga. Em seguida aparece o Ceará, com 135 mil novos clientes, aumento de 22%. O Rio Grande do Norte vem depois, com entrada de 61 mil acessos a sua base, aumento de quase 22%. A expectativa da Abranet (Associação Brasileira de Internet) – que representa pequenos e médios provedores – para 2018 é que o mercado cresça em torno de 10%.
O nordeste é um mercado importantíssimo para a Intelbras. Dentro do seu planejamento para a região, está a atuação de uma equipe qualificada e especialmente dedicada para oferecer suporte de pré e pós-venda. “Somos próximos e reconhecidos pelo mercado por entregar produtos de qualidade. Investimos 6% do nosso faturamento em pesquisa e desenvolvimento e também estamos focados em capacitação, por meio de uma equipe de instrutores regionais, que estão presentes nos nossos parceiros/distribuidores e também com cursos EAD, webinars e centros de treinamento. Somos uma indústria nacional que desenvolve e produz soluções condizentes com a realizada e necessidades do mercado brasileiro”, diz Scheffer.
Para 2018, a meta da fabricante brasileira é superar o crescimento previsto para o mercado de provedores, chegando a 30%. “Nossa maior satisfação nesse contexto e perceber a importância da nossa atuação para a viabilização de acessos a internet e ao desenvolvimento social do país. Temos consciência dessa responsabilidade e isso é motivo de muito orgulho para toda a família e parceiros Intelbras” conclui o executivo.