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Kearney: ESG vira tema de TI e 95% dos CTOs já lideram iniciativas nas empresas

CTOs assumem protagonismo na transição verde, mas avanço ainda é limitado por dados, talentos e decisões econômicas, diz estudo da Kearney

 

  • Sustentabilidade vira tema de tecnologia, com 95% dos CTOs já liderando iniciativas ESG nas empresas 
  • Apenas 38% têm critérios formais para decisões tecnológicas sustentáveis 
  • Quase 40% citam qualidade de dados como barreira 

 

São Paulo, 12 de fevereiro de 2026 — A Kearney, uma das maiores consultorias globais de gestão e que completa 100 anos em 2026, acaba de lançar o estudo global “De metas à tecnologia: como os CTOs estão reprogramando a sustentabilidade”, revelando uma mudança estrutural na forma como as organizações tratam a agenda ambiental. A sustentabilidade, antes vista como um objetivo estratégico distante das operações, migrou para o centro da função tecnológica e passou a ser executada pelas lideranças de Tecnologia da Informação, responsável também pelo controle de dados, infraestrutura, automação e arquitetura digital. 

O levantamento, realizado com 600 diretores de tecnologia (CTOs) em diferentes regiões e setores, mostra que mais de 95% deles hoje desempenham um papel ativo na agenda ESG, influenciando desde decisões de pesquisa e desenvolvimento (P&D) até definições de roadmaps tecnológicos e governança de dados. A tecnologia, segundo o estudo, tornou-se o lugar onde as emissões são geradas, medidas, otimizadas e reduzidas, fazendo do CTO o “centro operacional” da descarbonização corporativa. 

Embora a pressão por sustentabilidade seja universal, vindo de reguladores, conselhos, investidores, clientes e fornecedores, a capacidade de execução ainda varia significativamente. O diferencial competitivo deixou de ser a ambição e passou a ser a capacidade de industrializar a sustentabilidade com dados confiáveis, sistemas escaláveis e processos claros. 

 

Sustentabilidade já influencia decisões tecnológicas, mas de forma desigual 

O estudo revela que a maior parte das organizações já considera critérios de sustentabilidade em suas avaliações de P&D e escolha de tecnologias. Porém, essa prática ainda não é plenamente institucionalizada. 

Segundo o estudo, 84% das empresas incluem sustentabilidade nas decisões de P&D e apenas 38% formalizaram esses critérios em um framework estruturado. 

Isso significa, de acordo com os especialistas, que para a maioria das organizações, sustentabilidade ainda é um negociável e não uma restrição rígida para projetos, algo que moldaria a arquitetura desde o início. Isso cria avanços seletivos, fazendo com que quilo que gera retorno avance rapidamente, enquanto o que exige ciclos mais longos tende a ficar para trás. 

 

Eficiência energética puxa a agenda 

A área de tecnologia tem concentrado esforços na redução de consumo e custos energéticos, impulsionada tanto por metas ambientais quanto por pressões financeiras. De acordo com os CTOs, a adoção de renováveis, otimização de nuvem, redução de desperdícios e uso de IA para eficiência energética são as iniciativas mais difundidas. 

Esse foco é explicado por seu impacto direto nos resultados, já que a economia de energia gera economia de custos, especialmente em um contexto de expansão acelerada de data centers, cargas de IA e infraestruturas digitais. Enquanto isso, temas estruturalmente mais complexos e com retorno mais indireto, como circularidade, aparecem na parte inferior da lista de prioridades. 

 

IA cresce rapidamente, mas enfrenta bases frágeis 

A inteligência artificial se tornou a tecnologia mais utilizada pelos CTOs para apoiar metas de sustentabilidade, com aplicações em gerenciamento de carbono, otimização de cadeias de suprimentos, TI verde e análises de eficiência. No entanto, o estudo alerta que a IA está avançando mais rápido do que suas fundações permitem: 

  • 38% citam qualidade e disponibilidade de dados como principal obstáculo. 
  • 31% mencionam infraestrutura legada como barreira crítica. 

 

Talentos híbridos são o gargalo silencioso da transição 

A pesquisa também evidencia uma escassez crítica de profissionais capazes de trabalhar na interseção entre IA, engenharia de dados e ciência ambiental. Mais de 40% dos CTOs afirmam que essa lacuna impede a escalabilidade de iniciativas tecnológicas para sustentabilidade. 

A consequência é a proliferação de pilotos isolados, ferramentas pouco integradas e soluções que não se conectam plenamente às metas corporativas — um desperdício tanto de potencial quanto de investimento. 

Compras de TI são oportunidade inexplorada 

Apesar de servidores, chips, dispositivos, data centers e contratos de nuvem representarem parcela significativa das emissões de Escopo 3 das empresas, a integração consistente de critérios de sustentabilidade em compras de TI ainda é limitada. Apenas 35% dos CTOs consideram o tema parte formal do processo de procurement.  

Segundo especialistas, esse seria justamente um dos maiores “atalhos” para reduções expressivas de carbono, e um dos mais negligenciados. 

 

Prioridades para avançar mais rapidamente 

Embora o estudo mostre progresso real, ele também aponta que a velocidade atual é insuficiente para capturar benefícios estratégicos de longo prazo. A Kearney destaca cinco prioridades para acelerar: 

 

  • Construir business cases mais completos, incorporando ROI financeiro, ambiental e o custo da inação 
  • Desenvolver talentos e skills híbridos em IA, dados e ciência ambiental 
  • Modernizar a infraestrutura e os dados para decisões confiáveis em escala 
  • Definir governança clara e roadmaps integrados entre tecnologia, negócios e sustentabilidade 
  • Reforçar parcerias estratégicas, especialmente na cadeia de suprimentos e em compras de TI 

 

Sobre o estudo e sobre a Kearney 

O estudo avaliou o papel dos CTOs na execução da agenda de sustentabilidade e identificou as barreiras e oportunidades que moldarão a próxima fase da transição verde. Ele é lançado em um ano emblemático: o centenário da Kearney, que ao longo de 100 anos tem apoiado organizações globais a tomar decisões mais claras, rápidas e sustentáveis. 

Para saber mais, baixe aqui a íntegra do De metas à tecnologia: como os CTOs estão reprogramando a sustentabilidade. 


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