São Paulo, agosto de 2009 – A Artmed Editora lança o livro “Estresse nas Organizações de Trabalho” de José Carlos Zanelli, resultado de um estudo de pós-doutorado realizado no Brasil, Chile, Portugal e México para diminuir os danos que o trabalho pode provocar. Segundo o autor, é provável que fatores como a globalização, redimensionamento do quadro de empregados e a modernização tecnológica sejam os fatores mais contribuintes para a ontogênese do estresse. As pessoas estão sendo pressionadas por exigências que são cada vez mais complexas nas organizações de trabalho. “Em razão disso, tentam aproveitar oportunidades advindas da disseminação e conexão digital, buscam estruturar seu funcionamento em hierarquias mais horizontalizadas e desenvolver equipes, às quais são atribuídas mais responsabilidades e desempenho orientado por projetos em prazos determinados”, explica Zanelli.
A realidade brasileira não difere significativamente, nos aspectos gerais do fenômeno estudado, da dos países estudados – Chile, México e Portugal. A competição internacionalizou-se e está atingindo amplo contingente da população mundial. “No Brasil, pesquisas realizadas em diferentes regiões descrevem resultados que revelam que a saúde, a qualidade de vida e o bem-estar do trabalhador têm sido prejudicados. Os trabalhadores vivem uma situação de emprego com elevada tensão porque têm elevadas exigências e baixo controle”, afirma o professor.
Ainda, segundo o estudo, agentes estressantes típicos que fazem parte do contexto dos trabalhadores brasileiros são as sobrecargas no trabalho e na família; chefia que dificulta a promoção e continuidade dos serviços ou que controla excessivamente; auto-cobrança (atribuir a si os erros nos serviços executados); falta de união entre os empregados; salário insuficiente para as próprias despesas básicas; colegas que não cooperam para atingir o término da execução de uma tarefa; falta de planejamento; e falta de expectativa de melhoria profissional.
Além disso, é estimado que apenas cinco a dez por cento dos trabalhadores em via de desenvolvimento têm acesso a serviços de saúde ocupacional, sem mencionar a escassez da pesquisa científica e o desconhecimento de fatores psicossociais de risco. “O contingente de trabalhadores que, no Brasil e em outros países periféricos, em meados do século passado migrou dos campos para as cidades, hoje está sendo expulso das linhas de produção. Isso, é claro, está refletido no aumento alarmante dos índices de violência. Tais contradições estão refletidas no ambiente interno das fábricas, das escolas, dos órgãos públicos ou não-governamentais e outros”, revela Zanelli.
Local de trabalho saudável
De acordo com o professor, saúde e ambiente de trabalho constituem conjuntos de variáveis interdependentes. Para algumas organizações, a promoção da saúde e da qualidade de vida de seus empregados tem se tornado preocupação constante. “Isso envolve assuntos como: redução de hábitos sedentários, cuidados com a saúde cardiovascular, alimentação adequada, equilíbrio das esferas de vida, boa qualidade dos relacionamentos, entre outros”, diz.
A ocorrência de ansiedade e depressão dentro das empresas representa um alto custo para as mesmas, em termos das consequências que acarretam: absenteísmo, presenteísmo, afastamentos, queda de produtividade e doenças físicas e mentais. O tratamento dos problemas emocionais beneficia as empresas, pois melhoram a qualidade de vida dos empregados e aumentam a produtividade, além de reduzir os custos médicos.
“Parece urgente que os diferentes países e as suas entidades empregadoras encontrem práticas de trabalho que promovam o envolvimento e a relação afetiva entre os seus trabalhadores e as organizações para as quais trabalham, as quais permitam obter atitudes e comportamentos que facilitem o desempenho organizacional, mas não impliquem elevada dedicação; nomeadamente, muitas horas de trabalho”, conclui o professor.
Diferenciais
• Extensa literatura de apoio.
• Fértil quantidade de técnicas e instrumentos.
• Generosos recursos e procedimentos de diagnóstico, intervenção e prevenção.
• Variado leque de recomendações e cuidados na gestão organizacional e promoção da saúde.
Público-alvo
Psicólogos, estudantes de psicologia e interessados em assuntos ligados ao mundo do trabalho.
Sobre os autores
José Carlos Zanelli – Professor associado no Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, docente e pesquisador do Curso de Graduação, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia.
Aldo Vera Calzaretta – Professor e pesquisador na Divisão de Políticas e Gestão em Saúde da Escola de Saúde Pública na Universidade do Chile.
Arturo Juarez Garcia – Professor na Unidade de Investigações e Serviços Psicológicos da Faculdade de Psicologia na Universidade Autônoma do Estado de Morelos (UAEM) em Cuernavaca, México.
Marilda Emmanuel Novaes Lipp – Professora titular do Programa de Pós-Graduação em Psicologia na PUCCAMP. Coordenadora do Laboratório de Estudos Psicofisiológicos do Stress.
Maria José Chambel – Professora do curso de Graduação em Psicologia, do Programa de Pós-Graduação em Stress e Bem-estar, do Curso de Pós-Graduação em Gestão e do Curso de Pós-Graduação em Políticas e Desenvolvimento de Recursos Humanos na Universidade de Lisboa.
Serviço
Livro: “Estresse nas Organizações de Trabalho”
Autor: José Carlos Zanelli & Cols.
Formato: 16×23
Páginas: 128
Preço: R$ 34,00
Sobre a Artmed Editora
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