São Paulo, outubro de 2010 – Estima-se que no Brasil, sejam produzidas cerca de 200 milhões de unidades de lâmpadas ao ano, enquanto apenas 3% dessa quantidade sejam descartadas de forma adequada, deixando resíduos que prejudicam o meio ambiente.
A fim de aproveitar a grande demanda nesse segmento, a Tramppo Gestão Sustentável de Lâmpadas, empresa graduada pelo Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), investiu cerca de R$ 1 milhão em uma solução inovadora para a descontaminação e destinação de lâmpadas que contenham mercúrio.
A grande repercussão de assuntos como reciclagem e a viabilização adequada de resíduos sólidos ao longo desse semestre, deve-se em grande parte, ao sancionamento da Lei de Resíduos Sólidos no dia 2 de agosto de 2010 pelo Presidente Luis Inácio Lula da Silva.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) regulamenta a destinação final dos lixos produzidos, com proibição de lançamento de materiais em praias, rios e lagos, além de incentivar a reciclagem e compostagem, que viabiliza a transformação do lixo em adubo.
Enquanto muitas companhias ainda utilizam soluções de disposição de produtos em aterros, ou moagem do material com ou sem a utilização de procedimentos químicos, a Tramppo oferece um processo limpo e diferenciado por meio de tratamento de sopro e sublimação, mais eficiente e com sublimação do mercúrio, produto altamente tóxico.
"Acreditamos que esse é um nicho com grande potencial de crescimento no mercado e que deve se valorizar ainda mais devido a Lei dos Resíduos Sólidos", afirma Carlos Alberto Pachelli, sócio da empresa, que tem expectativas de quadriplicar o faturamento este ano em comparação com 2008.
A tecnologia Tramppo
O processo de tratamento por sopro surgiu como uma alternativa para um descarte mais limpo e completo de lâmpadas fluorescentes tubulares. Com o escopo de manter a integridade do tubo de vidro e de facilitar uma melhor separação dos componentes, as duas extremidades contendo os soquetes de alumínio são cortadas por uma lâmina diamantada.
Em seguida, o tubo de vidro, já sem os soquetes, recebe um sopro de ar em seu interior, a fim de arrastar o pó de fósforo com mercúrio. O pó removido pelo sopro passa por um sistema de ciclones e é decantado em recipientes apropriados. O resíduo de mercúrio é levado para um reator onde é sublimado e recolhido por processo de temperatura e pressão.
Sobre Carlos Pachelli
Executivo de Marketing e Vendas, graduado em História e com mestrado em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Entrou como sócio na Tramppo em 2007, sendo responsável pelo desenvolvimento e implantação das estratégias de mercado. Exerce as funções de Diretor Comercial e Marketing.
Sobre a Tramppo
Ganhadora em 2006 do Prêmio New Venture Brasil, executado pela Fundação Getúlio Vargas, como melhor modelo de negócios sustentáveis, a Tramppo desenvolve uma tecnologia própria para a prestação de serviços de descontaminação e destinação de lâmpadas fluorescentes, baseada em padrão mundial no processo de produção mais limpa. Oferece serviço customizado de coleta, transporte, processamento e destinação sustentável comprovada.
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores da América Latina, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretária do Desenvolvimento do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (SEBRAE-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.
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