M-GOV é um dos destaques do Conip 2006 - Trama
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M-GOV é um dos destaques do Conip 2006

 

São Paulo, 27 de junho de 2006 – Considerado o principal fórum brasileiro de discussão sobre tendências e iniciativas de tecnologia da informação no governo, o Congresso de Informática e Inovação na Gestão Pública – CONIP apresenta amanhã, dia 28 de junho, os resultados de um dos principais cases de M-gov do País: o Poupatempo Móvel de São Paulo. O evento está em sua 12ª edição e acontece entre os dias 27 e 29 de juinho na sede da Fecomércio, em São Paulo.

De acordo com Vagner Diniz, presidente do Congresso de Informática Pública, "os serviços de M-gov devem movimentar o mercado, pois envolverão vários segmentos da indústria no provimento de serviços. Por exemplo, uma simples ação de cidadania móvel do governo envolvendo celular para atender ao cidadão demanda infra-estrutura da indústria de tecnologia, desenvolvimento de aplicações para aparelhos móveis, inovação em serviços de segurança, certificação digital e novos conteúdos. É preciso ainda contar com empresas especializadas na integração de redes e billing, assim como das operadoras de telefonia móvel".

Programa Poupatempo de São Paulo comemora 2 meses de sucesso

Implementado no início de abril desse ano pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa é hoje uma das principais alternativas para levar os serviços oferecidos nos postos fixos à população dos bairros distantes da Capital e dos municípios da Região Metropolitana. O Poupatempo Móvel presta atendimentos como emissão de carteira de identidade, atestado de antecedentes criminais, carteira de trabalho e serviços públicos eletrônicos por meio do e-poupatempo, entre outros.

O serviço trabalha com unidades equipadas com sistema de gerenciamento de atendimento e emissão de senhas e transmissão de dados via satélite. Cada unidade móvel recebeu investimento de R$ 12 milhões distribuídos em 60 meses.

O que é M-gov
Mobile Government (M-gov ou cidadania móvel) nada mais é do que o termo que define a movimentação do governo em oferecer serviços para acessar o cidadão, ou ser acessado por ele, através de tecnologia móvel (como celulares, palms, notebooks, etc). Esta oferta se torna possível devido ao desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação sem fio (wireless) e da popularização de equipamentos portáteis, com destaque para o celular.

  • No Brasil, os números de 2005 que estimam o uso do celular pela população indicam quão produtivo o aparelho pode ser (devido à base instalada e capilaridade alcançada) como ferramenta de contato entre cidadão e governo:
  • Dados preliminares da Anatel indicam que a base de assinantes da telefonia celular em fevereiro é de 88 milhões (contra 42 milhões de usuários de telefonia fixa divulgados pela instituição em outubro de 2005) ;
  • De acordo com pesquisa da Siemens, 81% dos brasileiros querem ouvir música e trocar e-mail pelo celular;
  • Dos celulares do País, 50% utilizam tecnologia GSM, segundo informação da Anatel divulgada em janeiro de 2006;
  • Levantamento feito pela empresa americana Pyramid Research, o Brasil registrou uma receita de 967 milhões de dólares com envio de dados pelo celular (serviços como SMS, MMS e downloads) só no ano passado

Mais sobre o mercado

De acordo com levantamento feito pela empresa americana Pyramid Research, o Brasil registrou uma receita de US$ 967 milhões com envio de dados pelo celular (serviços como SMS, MMS e downloads) no ano passado. Isto coloca o país em primeiro lugar na lista dos maiores faturamento com dados por telefonia móvel na América Latina. Em seguida, são citados México, com US$ 888 milhões e Venezuela, com US$ 467 milhões. Em 2005, a receita total da região latino-americana com dados móveis foi de US$ 3,4 bilhões e a mundial foi de US$ 1,3 trilhão.

O estudo reforça as oportunidades (e desafios) presentes no país quando o assunto é mobilidade. Situa o momento atual como o de maturidade, em que as empresas já não mais focam seus esforços no aumento de assinaturas e sim em tornar mais lucrativas as relações já existentes.

"Some a esta informação o dado sobre a penetração atual em assinaturas indicada pelo estudo (47% em 2005 e prevista em 66% para o ano de 2010) e é possível ter uma idéia do terreno fértil preparado para o desenvolvimento de soluções e infra-estrutura a fim de aproveitar a capilaridade dos celulares para usá-los como ferramenta de integração do cidadão com o governo ou mesmo do consumidor com suas empresas de escolha", salienta Diniz.

Uma outra forma de visualizar o tamanho deste mercado é recorrer ao número de celulares presentes no país, afirma o profissional, que defende arduamente que a inclusão digital ocorrerá via celular, em vistas à disseminação deste aparelho. Ele cita outra pesquisa, desta vez da consultoria em telecomunicações Teleco, que diz estar o País próximo de alcançar a marca de um celular para cada dois habitantes, uma vez que atingiu a marca de 85 milhões de celulares em dezembro. Isto representa uma densidade de 46 celulares para cada 100 habitantes. Deve-se levar em consideração que, no me anterior, o Brasil contava com 82,3 milhões de celulares ou uma densidade de 44,5 celulares para cada 100 habitantes. Com o resultado de dezembro, o Brasil é o 5º país do mundo em número de celulares, atrás da China, Estados Unidos, Rússia e Japão. Como comparação, vale dizer que o número de telefones fixos, que se manteve estável em 2005, já corresponde a 47% do total de celulares.

Sobre o Conip
O CONIP – Congresso de Informática e Inovação na Gestão Pública – é considerado o maior e mais importante fórum brasileiro de discussão e apresentação das principais inovações da gestão pública com o uso da Tecnologia da Informação. O evento é reconhecido ainda por dar visibilidade a práticas que utilizam a tecnologia como forma de facilitar a vida dos cidadãos.

Em seus 12 anos de existência, o Conip reuniu os principais decisores no segmento de TI ligados a área governamental. São autoridades municipais, estaduais e federais, representantes públicos, parlamentares, dirigentes e especialistas de órgãos públicos e outras lideranças da sociedade civil, todos responsáveis pela modernização do setor público, discutindo e viabilizando novas propostas de inclusão digital e informatização pública. Em 2005, mais de 2 mil pessoas, de 23 estados brasileiros, compareceram ao evento.


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