São Paulo, 17 de dezembro de 2008 – Viabilizar o desenvolvimento de micro e pequenas empresas no Brasil, muitas vezes, é considerado um desafio, principalmente quando se trata de inovação. Empreendimentos estabelecidos em incubadoras, por exemplo, recebem e dependem de investimentos do governo para terem sucesso. É esse o caso da Magnamed, fabricante de equipamentos hospitalares inovadores, oriunda do Cietec – Centro Incubador de Empresas Tecncológicas – que acaba de receber verba do fundo de capital semente Criatec, apoiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A empresa faz parte das únicas seis que até hoje, já foram beneficiadas pelo fundo que tem como filosofia investir em empresas com caráter inovador. "Os empreendimentos beneficiados podem receber a verba em diferentes estágios do seu desenvolvimento, até mesmo se estiverem bem no início, e precisam ter um alto potencial de retorno. Em nosso caso, estamos há 12 anos no mercado e somos graduadas desde junho", declara Wataru Ueda, diretor da Magnamed.
De acordo com o empresário, mais de R$ 2 milhões serão destinados à obtenção de certificação da ANVISA e da marcação CE – norma que viabiliza a comercialização de equipamentos para a União Européia – para seus produtos. Além disso, a empresa pretende utilizar os recursos recebidos para aumentar a linha de produtos, melhorar sua estrutura e certificá-la de acordo com as Boas Práticas de Fabricação, também da ANVISA. "O objetivo é viabilizar sempre produtos de alta tecnologia para o mercado de equipamentos médico-hospitalares", completa Ueda.
A Magnamed recebeu o contato do BNDES, uma semana após o cadastro do projeto no programa, quando ainda estavam no CIETEC. "Logo após o contato, já recebemos uma visita de Francisco Jardim, gestor responsável pelo Fundo em São Paulo, e assim fomos negociando até a conclusão da subvenção", conta Ueda. A previsão, após as certificações junto à ANVISA e às outras normas de certificação, é partir para o desenvolvimento das áreas de marketing e comercialização em seus equipamentos.
Além do Criatec, a ex-incubada também foi beneficiada por órgãos tradicionais de fomento às empresas inovadoras do país como FINEP pelo projeto de Subvenção, Programa PIPE da FAPESP e adquiriu bolsas do CNPq para seus pesquisadores. Outra atividade importante esse ano, foi a participação, em novembro, da Feira Médica de Dusseldorf, na Alemanha. Para o próximo ano, a Magnamed contará com estande próprio e lançamento de produtos na Feira Hospitalar, considerada a maior da América Latina e pretende participar novamente da Feira Médica. "Agradecemos sempre ao CIETEC por ter nos ajudado no crescimento de nosso empreendimento, com sua consultoria e crença no nosso potencial em ajudar a preservar vidas", finaliza.
A empresa
Há mais de 12 anos no mercado, a Magnamed, empresa de equipamentos médicos e hospitalares desenvolve módulos inteligentes para serem utilizados em ventiladores de terapia intensiva e aparelhos de anestesia. Os três engenheiros, sócios da empresa, montaram um plano de negócios em 1996 para desenvolver equipamentos que contribuíssem na manutenção da vida dos pacientes em terapias intensivas.
Entre os produtos de destaque da empresa estão os sensores de fluxo para pacientes neonatais e adultos, que pode ser facilmente acoplados aos sistemas de monitoramento respiratório dos pacientes; o VentMeter, máquina de teste de segurança e eficácia dos ventiladores pulmonares; o Módulo Ventilador para Anestesia, equipamento de anestesia que pode ser destinado aos mais diversos tipos de pacientes; e a válvula expiratória eletrônica, dispositivo de controle de pressão preciso e confiável para circuitos respiratórios. Além do desenvolvimento e venda dos aparelhos, a empresa também oferece a manutenção e consultoria na área.
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do País, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.