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Mercado imobiliário de escritórios: demanda é o dobro do volume produzido

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Edson Ferrari, Investment Manager da CB Richard Ellis do Brasil, em participação no Cityscape Latin America


São Paulo, 05 de novembro de 2008
– A demanda por escritórios no Brasil é o dobro do volume de unidades produzidas atualmente e as cidades com maior potencial são Belo Horizonte, Brasília e São Paulo. O cenário do mercado corporativo foi apresentado hoje por Edson Ferrari, Investment Manager da CB Richard Ellis do Brasil, maior consultoria de imóveis comerciais do mundo, durante o Cityscape Latin America, maior evento B2B do setor imobiliário latino-americano.

 
Segundo Ferrari, as sete principais capitais do País – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife – têm cerca de 23 milhões de metros quadrados de área construída. Nos últimos três anos, a produção foi cerca de 150 milhões de m2 em São Paulo, 60 milhões no Rio de Janeiro e a média de 30 milhões nas demais cidades. 
 
Demanda
A demanda, de acordo com o executivo, pode ser constatada pela taxa de absorção dos lançamentos. Os melhores índices são das cidades de Brasília e Rio de Janeiro. A absorção líquida média nos últimos três anos foi de 260 milhões de metros quadrados em São Paulo, cerca de 100 milhões em Belo Horizonte, 60 milhões no Rio de Janeiro, 50 milhões em Curitiba e por volta de 20 milhões em Brasília, Porto Alegre e Recife. 
 
Os setores de serviços e governo são os que apresentam maior potencial de crescimento. A área de serviços responde por 61% em Belo Horizonte, 57% em Curitiba, 56% no Rio de Janeiro, 48% em São Paulo, 45% em Recife, 23% em Porto Alegre e 27% em Brasília.
 
Já o governo apresenta o maior índice de ocupação em Brasília (51%). Nas outras cidades, o índice é de 31% em Recife, 23% em Porto Alegre, 20% em Curitiba, 17% no Rio de janeiro, 15% em Belo Horizonte e 9,3% em São Paulo. 
 
Ociosidade
A taxa de ociosidade (vacância) é a menor da história. São Paulo, que em 2005 tinha um índice de 16% de ociosidade, fechará 2008 com 4%. A queda também ocorreu nas demais cidades. Em Belo Horizonte, o percentual diminuiu de 9% para 3% nos últimos três anos. Em Brasília, a taxa final de 2008 fechará abaixo dos 4%; enquanto Curitiba, Recife e Porto Alegre terão uma média de 9% de ociosidade ao final desse ano. “Em nossa avaliação, o mercado está equilibrado quando esse índice varia de 10 a 13%. Portanto, a nossa situação ainda é bastante confortável”, avalia o Investment Manager.
 
Previsões para 2009
A CB Richard Ellis do Brasil prevê para 2009 um estoque novo total de 430 milhões de metros quadrados, sendo 200 milhões de metros quadrados em São Paulo, 80 milhões em Brasília e Belo Horizonte, e 60 milhões no Rio de Janeiro. “A vacância, segundo Edson Ferrari, deve ser reduzida e os valores praticados no mercado se manterão nos patamares atuais”, finalizou Edson Ferrari.

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