São Paulo, 24 de outubro de 2006 – A mobilidade é uma das fortes tendências na área de tecnologia da informação. O interesse das corporações, governos e consumidores finais por tecnologia sem fio e o uso do celular e computadores portáteis para troca de informações é cada vez maior. São essas as plataformas que serão as bases do avanço tecnológico.
Algumas empresas do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) têm buscado gerar novas tecnologias nesta área. A Compass, por exemplo, desenvolve plataformas de transmissão de informação do governo para seus serviços como polícia e bombeiros e do governo para a sociedade, via mensagens de celular.
A recente aprovação pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva deve gerar movimentação no setor de Tecnologia da Informação (TI) do país. A lei nº 11.077, chamada Lei de Informática, prevê incentivos fiscais para as empresas da área de 2009 até 2019. De acordo com o ministério da Ciência e Tecnologia cerca de R$ 1 bilhão deverá ser investido no setor em 2007. A previsão de 2006 é de R$ 600 mil.
Contando com isso, o Cietec apóia as empresas para que se estabeleçam no mercado e possam receber tais investimentos. Desde 2005 foram estruturadas as Redes de Cooperação Empresarial (RCE). Através delas, as 41 empresas na área de TI têm a possibilidade de desenvolver projetos em parceria, buscando soluções, mercados e atingindo resultados que não seriam alcançados sozinhos.
Nesse sentido, a atuação conjunta supre as principais necessidades atuais do mercado: qualidade e prazo. “Diversas empresas atuando em conjunto podem garantir um serviço mais completo e num menor tempo, pois envolvem atuação conjunta de equipes e troca de expertise entre as incubadas”, afirma o coordenador de TI do Cietec, Franco M. Lazzuri.
Expansão
Segundo estudo realizado pelo IDG Brasil, a receita da área de TI e telecomunicações saltou de US$ 48,03 bilhões em 2004 para US$ 65,01 bilhões em 2005. Esse aumento de 35% é notado em todas as áreas. O setor de computadores, por exemplo, vendeu 5,6 milhões de máquinas em 2005 e espera chegar a sete milhões esse ano.
Esse aumento nos números de consumo e investimento revela uma tendência nacional: o Brasil tem potencial para produzir tecnologia e depender cada vez menos do produto importado. O Cietec, através da sua RCE de TI atua nesse sentido, buscando apresentar ao consumidor a inovação. “O Cietec reflete este movimento de mercado ao abrigar e apoiar empresas com idéias inovadoras, produtos e serviços altamente qualificados”, afirma o gerente executivo do Cietec, Sergio Risola.
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do País, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.