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Indústria embarca mais tecnologia nos aparelhos “split”, para economizar energia, e certificado de eficiência será atualizado em 2026

Inteligência artificial (IA), automação e avanços em eficiência energética são novidades nos aparelhos de ar-condicionado que chegam às lojas do país para atrair o consumidor afetado pelo clima extremo. Já no varejo, o parcelamento é a forma de driblar o reajuste de preços aplicado pela indústria no fim do ano, em decorrência da alta do dólar e dos preços de insumos como cobre, alumínio e plástico.

O clima mais quente colaborou com um aumento de 38,4% em unidades vendidas de aparelhos de ar-condicionado no modelo “split” em 2024, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros).

Ao todo, 17 fabricantes produziram 5,88 milhões de aparelhos de ar-condicionado em 2024. Para este ano, a expectativa é de um avanço de 8% a 10% em unidades produzidas. Esse resultado, entretanto, não considera o início da operação de três companhias que estão interessadas em entrar neste segmento no Brasil.

O presidente da Eletros, Jorge Nascimento, considera a estimativa para 2025 otimista, mas cautelosa. O motivo para a ponderação é o cenário econômico do país, com juros altos e inflação persistente. Ele acrescenta que o mercado tem espaço para crescer, uma vez que somente 20% das residências têm aparelhos de ar-condicionado no Brasil. “Além disso,as indústrias estão com 15% de capacidade ociosa.”

Aparelhos de ar-condicionado “split” possuem uma unidade evaporadora, que joga o ar refrigerado ou quente na área interna, e uma unidade condensadora externa, responsável pelas trocas de calor. Quando compra o aparelho, o consumidor deve contratar uma instalação especializada, o que eleva o custo do negócio.

Além desse gasto inicial, o consumo de energia é a principal preocupação do consumidor que avalia a compra de um ar-condicionado. Nesse ponto, tanto fabricantes como o governo atuam para elevar o patamar de eficiência da indústria. O atual Selo Procel, certificado de eficiência energética do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) será atualizado em 2026, priorizando aparelhos mais eficientes.

“O ar-condicionado ficou muito taxado pelo consumo de energia nos modelos ‘on/off’ mais antigos de desligamento e religamento do motor, em relação aos modelos novos com motor ‘inverter’ ”, diz o diretor da divisão de ar-condicionado da Samsung Brasil, Thiago Dias. “Com a troca de etiqueta, a classificação de modelos ‘on/off’ passa de AAA [que gasta menos energia] para D [que gasta mais energia]”, ilustra o executivo. Nos modelos mais recentes da fabricante sul-coreana, o cliente pode acompanhar o valor, em reais, do consumo do ar-condicionado, segundo a tarifa da concessionária de energia em sua região.

Sensores inteligentes e aprendizado de máquina são recursos da indústria para atrair novos consumidores.

A LG lança, ainda em fevereiro, uma linha de aparelhos com recursos de IA, que identifica pessoas no ambiente. “O recurso de detecção humana capta a temperatura do ambiente de acordo com a quantidade de pessoas”, diz o gerente de produtos na LG do Brasil, Leonardo Fogaça.

Em dezembro, a linha WindFree da Samsung, que propõe climatizar o ambiente sem vento, ganhou recursos de IA para “aprender” as preferências de temperatura do consumidor até quando ele dorme. “O ar-condicionado conectado ao relógio inteligente ou ao anel [da Samsung] identifica se você está desconfortável com o frio ou calor e ajusta a temperatura”, explica Dias.

Dados de 41 milhões de aparelhos em uso no mundo, combinados a sensores nas condensadoras, compõe a aplicação de IA voltada à eficiência energética dos novos produtos da Midea Carrier. “A IA consegue estimar a carga térmica externa, evitando picos de desperdício de energia”, diz o gerente de Marketing de Produto da Midea Carrier,

Gustavo Martins. Em 2024, a joint venture responsável pelas empresas Carrier, Midea, Springer e Toshiba no segmento de ar-condicionado no país elevou em mais de 40% a receita com vendas ante 2023. “A demanda mais do que dobrou em cidades onde tradicionalmente não havia muita demanda por ar-condicionado como Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte”, diz Martins.

Equipamentos com sensor de presença, eficiência energética compatível com os critérios de 2026 e orientação do consumidor sobre a escolha dos aparelhos são apostas da japonesa Fujitsu General para elevar vendas. “Conectividade e praticidade são itens que vieram para ficar, mas assim como ocorreu com refrigeradores, precisamos ensinar o consumidor a comprar ar-condicionado”, observa o diretor técnico da Fujitsu General do Brasil, Raimundo Ribeiro. Em setembro, a empresa lançou um e-commerce com uma calculadora de consumo e dicas para o cliente acompanhar a instalação.

A demanda mais do que dobrou em Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte”
— Gustavo Martins

Com aparelhos mais eficientes e conectados, fabricantes consultados pelo Valor parecem mais otimistas com as projeções para 2025 do que a média da indústria consultada pela Eletros. Fogaça, da LG, projeta alta de 20% na capacidade produtiva e nas vendas neste ano. O gerente executivo de vendas da Gree, Carlos Murano, estima um crescimento de 15% no faturamento e de 17% no volume de unidades vendidas, “mantendo um ritmo de expansão sustentável”. Segundo o executivo, a fabricante chinesa ampliará investimentos em pesquisa e desenvolvimento e o canal de distribuição no país este ano.

A procura aquecida tem beneficiado diretamente o varejo, ainda que a alta da taxa de juros tenha pesado no bolso do consumidor que costuma fazer compra parcelada.

“Tem prevalecido a necessidade imediata gerada pelo calor”, afirma o diretor de marketplace do Mercado Livre, Diego Araújo dos Santos, sobre o aumento das vendas mesmo em meio a um contexto contracionista. A varejista registrou um salto de 48% nas buscas por ar-condicionado nos primeiros 15 dias de fevereiro, ante o mesmo período de 2024.

A Casas Bahia triplicou as vendas de aparelhos em janeiro em relação a dezembro do ano passado, com destaque para a venda física. “O brasileiro tem ido à loja física para não precisar esperar pela entrega do produto”, afirma o vice-presidente de operações da varejista, Fréderic Paul Bernard Gauthier.

Por sua vez, o Carrefour viu a categoria de ventilação dobrar de tamanho dentro da varejista. “O segmento está puxando o nosso crescimento”, afirma o diretor de dados e insights do Grupo Carrefour Brasil, Arthur Silveira.

As varejistas consultadas pelo Valor dizem que o cliente tem encontrado variedade de modelos e de fabricantes, em um quadro bem diferente de dois anos atrás quando houve desabastecimento de ar-condicionado no país. “O que pode acontecer é falta pontual de um produto ou de outro, mas a venda é concretizada com equipamento similar”, diz Gauthier.

Na Fast Shop, as vendas cresceram 87% entre janeiro e fevereiro em relação aos últimos meses de 2024. Em relação a igual período de 2024, o salto foi de 25%. O resultado foi puxado não apenas pela demanda, mas também pela retomada da venda direta, que tinha sido abandonada pela varejista nos últimos anos para concentrar a comercialização em “marketplaces”.

O gerente-sênior de Sucesso do Cliente da consultoria NielsenIQ, Mateus Rabello, reforça que “a demanda tem claro impacto pelas altas temperaturas”. Em 2025, a NielsenIQ GfK projeta crescimento de 5% em volume de vendas de aparelhos na categoria split.

Rabello nota que o segmento de aparelhos de ar-condicionado “multi split” com uma condensadora e

mais de uma evaporadora cresceu mais de 100% em volume em 2024, seguido dos modelos do tipo “janela”, que tiveram alta de 15% em vendas no ano passado. “Ambos apresentam bom custo-benefício, o que se torna ainda mais interessante no atual momento de preços em alta e forte demanda”.

 


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