Para consultor, Enade não é a única forma de avaliar ensino superior - Trama
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Para consultor, Enade não é a única forma de avaliar ensino superior

São Paulo, 11 de agosto de 2006 – O Ministério da Educação avaliou 277 mil estudantes de mais de 5 mil cursos em todo o país. Vinte áreas de conhecimento foram alvo do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes do Ensino Superior (ENADE) em 2005. O resultado mostra que 20% dos cursos receberam conceitos 1 e 2, os mais baixos; 53% o conceito 3, médio; e 27% notas 4 e 5, as mais altas.

As instituições públicas federais tiveram o melhor desempenho: 56,3% receberam os conceitos mais altos. A pior atuação foi das instituições privadas. Apenas 23,3% receberam as maiores notas. Segundo o profº Carlos Monteiro, diretor presidente da CM Consultoria, entre os motivos que levam a essa desigualdade está o fato de os alunos ingressantes na universidade pública estarem geralmente mais bem preparados. “O vestibular é mais concorrido e por isso, na sua maioria, os estudantes são jovens que tiveram melhores condições no ensino básico e fundamental”, avalia o consultor.

O ENADE 2005 trouxe uma novidade: o IDD – um índice que avalia como cada escola contribui para o crescimento do aluno. Uma das conclusões é que mesmo que uma faculdade ou universidade tenha sido mal avaliada, seu aluno pode ter aprendido mais do que o esperado. Mas 41,8% das instituições federais e 46,5% das instituições privadas tiveram IDD negativo. Ou seja: contribuíram menos do que o esperado para o desenvolvimento dos alunos. Para Monteiro outra vantagem do exame é a avaliação por valor agregado, ou seja, o aluno é avaliado quando entra na universidade e depois de três anos passará por uma nova avaliação para analisar sua evolução. “Ou seja, daqui a quatro anos saberemos ao certo o quanto a instituição de ensino contribuiu para o aprendizado dos alunos”, acrescenta.

Carlos Monteiro também considera que as Instituições de Ensino Superior devem ser avaliadas pelo conjunto. “Hoje, além do Enade, relacionado ao desempenho dos alunos, existe a Avaliação dos Cursos de Graduação (ACG) e a Avaliação das Instituições de Ensino Superior (Avalies). Para não cometer injustiças sobre a qualidade das instituições, é necessário analisar todas as ferramentas do Sinaes, importantes para compor a classificação”, conclui.

A seguir mais informações sobre o consultor em Ensino Superior, Carlos Monteiro. Para agendar entrevistas, por favor, entrar em contato.

Fundador e diretor presidente da Cm Consultoria, o profº Carlos Monteiro, é considerado um dos maiores especialista em gestão e marketing educacional do Brasil, com mais de 35 anos de experiência na administração de instituições de ensino superior. Monteiro prestou consultoria para mais de 300 instituições em todo o País, tendo se especializado em setores como marketing educacional e gestão no ensino superior. Durante esse período, auxiliou universidades na aprovação de cursos, desenvolvimento de ações com a comunidade, adaptação curricular com base nas leis e diretrizes governamentais e gestão estratégica acompanhando as principais tendências de mercado. Em 2005, lançou seu primeiro livro – “Planejamento Estratégico Sistêmico para Instituições de Ensino”, pela editora Hoper, onde apresenta seu conhecimento adquirido nestas anos de atuação no mercado educacional.


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