São Paulo, outubro de 2007 – Passados quase 20 anos da chegada da internet no Brasil, uma mudança comportamental significativa tem sido percebida pelos internautas das mais diversas faixas-etárias. Em áreas como a da saúde, por exemplo, essas mudanças foram bastante significativas e, atualmente, um novo cenário é vivenciado por médicos e pacientes, que agora contam com a ajuda da web para descobrir novas doenças, tratamentos ou mesmo trocar conhecimento com outros especialistas e pacientes ao redor do mundo. Este é um dos temas principais da pesquisa "Navegar é Preciso: avaliação dos impactos do uso da internet na relação médico-paciente", resultado da tese de mestrado da consultora Wilma Madeira, e que será um dos destaques da abertura da segunda edição do Conip Saúde, seminário focado na utilização de tecnologia no setor da saúde, que acontece na próxima quarta-feira, dia 10 de outubro, em São Paulo.
Na pesquisa, a especialista investigou qual a relevância da internet e qual sua real importância quando pacientes precisam de informações sobre saúde ou doenças. Além disso, o levantamento revela qual a influência da ferramenta na participação do paciente no processo de tratamento e as possíveis reações de profissionais médicos diante desse acesso quase ilimitado de informações.
Um dos principais motivos que influenciaram na escolha do tema da pesquisa foi justamente a fragilidade observada na relação médico-paciente em atendimentos no SUS – Sistema Único de Saúde, provocando dificuldades no diagnóstico, tratamento e reconhecimento de doenças e patologias, além da diminuição da confiança que o paciente deve ter no profissional para realizar procedimentos. "Com isso, percebemos que a melhoria na relação paciente-profissional é considerada fator relevante para aumentar a qualidade do atendimento na saúde. Uma vez que o atendimento individual é uma parte importante de qualquer sistema de saúde, mudanças em seu processo têm potencial para provocar alterações significativas em organizações como o SUS, por exemplo", explica Wilma.
Entre as 116 pessoas pesquisadas, a maior parte do grupo, cerca de 33,6%, encontra-se na faixa etária que vai de 49 a 58 anos, sendo que 51,7% representam o sexo feminino. A região Sudeste também teve uma maior participação no estudo, com 69,8%, enquanto Sul e Nordeste, os colocados seguintes, tiveram 15,6% e 8,6% respectivamente.
Do grupo analisado, 53% afirmaram acessar a internet mais de uma vez ao dia, enquanto 27% utilizam a rede apenas uma vez no mesmo período. Já a porcentagem de pessoas que afirmaram buscar informações sobre saúde e doenças na internet com freqüência chega a 83,6%.
Sites de saúde do governo não estão entre os mais procurados
Quando se fala dos sites sobre saúde mais acessados, sub-tema também analisado pela pesquisa, apenas 15,2% afirmou consultar sites do governo. Escolhido por 23,9% o site www.hepato.com , especializado em hepatites e demais doenças do fígado, ocupa o primeiro lugar em porcentagem de acessos, com 23,9%. Apesar de serem instituições reconhecidas no mercado, os sites da Fiocruz e Harvard foram mencionados, respectivamente, por apenas 2,1% e 1,1%. Já pacientes que sempre acessam a internet logo após uma consulta médica representam 85,4% dos entrevistados, contra apenas 14,6% que afirmaram nunca consultar a rede ou fazê-lo com freqüência menor. Aqueles que utilizam as informações da internet para interagir, de alguma forma, com o médico durante a consulta representam 69,29% dos entrevistados.
Informações influenciam na tomada de decisões
A importância das informações levantadas na web também esteve entre os temas pesquisados. Para 67% dos entrevistados, as informações vindas da rede servem para auxiliar a decisão sobre procedimentos a serem realizados; enquanto apenas 1,56% afirmaram não terem utilidade. No entanto, 55,94% dos médicos reagem de forma negativa diante do fato do paciente pesquisar informações na internet. "Muitos sentem falta de confiança pelo paciente ou mesmo temem o auto-diagnóstico", explica Miriam.
Para ter acesso à pesquisa na íntegra ou caso haja interesse em participar do 2º Conip Saúde, por favor, entre em contato com Suelen ou Anita pelo telefone: (11) 5539-1509 ou pelos e-mails anita@tramaweb.com.br ou suelen@tramaweb.com.br .
Para mais sobre o Conip Saúde, acesse o site: http://www.conip.com.br/saude2007/programacao.php
Serviço – 2º CONIP Saúde
Data: 10 de Outubro de 2007
Horário: das 08h00 às 19h
Local: Comfort Hotel Downtown
Endereço: Rua Araújo, 141 – Centro – São Paulo – SP
Outras informações: (11) 3259-4249
Sobre o CONIP Saúde
Inaugurado no calendário de eventos do Instituto CONIP em 2006, o CONIP Saúde tem como objetivo levantar as boas práticas e tecnologia da informação aplicadas à gestão da saúde. Assim como dar visibilidade aos cases de sucesso em funcionamento nas diversas Secretarias do País, além de apresentar as recentes tecnologias que podem aprimorar a capacidade de atendimento dos órgãos. Na primeira edição, o evento contou com um público predominantemente vindo de órgãos públicos (78%), seguido por entidades (12%), empresas privadas (6%) e universidades (4%). Dentre os participantes circulam membros da Datasus, Fiocruz, FGV, Prefeituras, Ministérios, ANS, Conasems etc.
Sobre o Instituto CONIP
O Instituto CONIP – Conhecimento, Inovação e Práticas de TI na Gestão Pública é uma organização sem fins lucrativos, cujo objetivo é ser um observatório das práticas bem-sucedidas do uso da tecnologia da informação na gestão pública em todo o Brasil como referência de pesquisa e conhecimento. Tem como missão desenvolver e disseminar conhecimento e práticas no uso inovador e alternativo das tecnologias de informação e comunicação com ênfase em democracia, cidadania e eficiência do serviço público. Suas atividades são: direcionar e prover conteúdo para os eventos CONIP – Congresso de Informática Pública, pela geração de artigos para publicações especializadas e disponibilização de documentos relevantes ao tema TI e governo.