São Paulo, 11 de dezembro de 2007 – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra uma redução de 10,2% para 9,6% na taxa de analfabetos absolutos no país. Isso significa que o número de pessoas que não sabem ler nem escrever reduziu em 600 mil de 2005 para 2006, ano de referência da pesquisa.
Especialistas apontam a implementação do Programa Brasil Alfabetizado, mantido pelo governo federal, como uma das principais causas para essa redução porcentual. No entanto, alertam que é preciso encarar o ensino de jovens e adultos com base nos pressupostos da educação popular, na perspectiva de que a educação é algo muito maior do que a mera transmissão de informações.
Para Jeferson Freitas, autor do livro “Outro Olhar: EJA — Alfabetização de Jovens e Adultos”, publicado pela Editora Aymará e recém-incluso na relação inédita de obras que, a partir de 2008, passarão a integrar o guia do Programa Nacional do Livro Didático para Alfabetização de Jovens e Adultos, existe hoje um intenso movimento de pessoas retornando à escola, aliado ao próprio aumento da expectativa de vida do brasileiro, o que acaba despertando novas necessidades.
“A alfabetização de jovens e adultos trata-se, na verdade, de construção de conhecimentos, ou seja, uma prática social e cultural de experiências que partem da vida cotidiana e se traduzem nela, de maneira reflexiva, crítica, consciente e transformadora”, complementa Jeferson Freitas.
Ainda segundo o autor, para a efetiva inclusão social das pessoas em processo de alfabetização não basta a simples adoção de materiais didáticos. É necessário, por exemplo, ensinar Língua Portuguesa e Matemática de maneira integrada, em uma perspectiva de letramento em ambas as áreas, trabalhando temas transversais como vida e ambiente, comunicação, identidade e cidadania, que vão ao encontro dos reais anseios dos indivíduos e das comunidades onde estão inseridos.
Outros indicadores
Levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revela que o ensino de jovens e adultos na modalidade presencial apresenta crescimento de 5,2% quanto ao número total de matrículas, sendo significativo o aumento nos estados de Minas Gerais (36,8%), Paraná (81,2%), Santa Catarina (100,3%), Mato Grosso (47,2%) e Distrito Federal (101,4%). No entanto, em algumas outras regiões, houve queda no índice de matriculados: Acre (-12,5%), Roraima (-15,3%) e Rio Grande do Norte (-8,4%).
Ao todo, em 2007, cerca de 1.150 entidades se cadastraram no Ministério da Educação (MEC) para lidar com processos de alfabetização de jovens e adultos no país. Número superior se comparado ao ano de 2006, quando 673 instituições realizaram o cadastro.
Sobre a Editora Aymará
A Editora Aymará é uma empresa do Grupo Sagarana, criada com o objetivo de gerir de maneira inovadora e eficaz empreendimentos educacionais. Formada por uma equipe de colaboradores com vasta experiência na área editorial e no setor educacional, a Editora tem sua sede instalada em Curitiba e possui ainda unidades de negócios em Salvador, Brasília, Porto Alegre, São Carlos, Santo André e Fortaleza.
Baseada no desenvolvimento do indivíduo, no respeito à diversidade e na valorização da relação ensino-aprendizagem, a Aymará investe em projetos que promovem a construção do conhecimento e o aprimoramento tecnológico nos mais variados setores educacionais, da educação infantil ao ensino superior.
Atualmente, o principal projeto da Aymará é o Programa Cidade Educadora, focado na construção da cidadania, na formação de valores éticos e numa postura socialmente responsável. O Cidade Educadora está presente em diversas escolas das redes públicas municipais, abrangendo cerca de 4 mil estudantes do ensino fundamental. Uma das metas é integrar aproximadamente 150 mil alunos ao Programa até o final de 2008.
Site: www.aymara.com.br