São Paulo, julho de 2008 – De acordo com as últimas pesquisas a incidência de gagueira no Brasil é de 5% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Fluência (IBF). Deste número apenas 1% desenvolve a gagueira crônica, número equivalente ao da população da cidade de Curitiba. Hoje estima-se que somente no Brasil em média 2 milhões de gagos e no mundo cerca de 60 milhões de pessoas com essa disfunção. A gagueira acomete mais as pessoas do sexo masculino do que do sexo feminino, em uma proporção, tem-se uma mulher para casa três homens.
Podemos confirmar a pesquisa pelo universo dos famosos. Entre as mulheres, existes os casos públicos de Julia Roberts e Marilin Monroe. Enquanto isso, os famosos Bruce Willis e os gênios Isaac Newton e Theodore Roosevelt, além dos brasileiros Nelson Gonçalves, Machado de Assis e Murilo Benício, entre muitos outros, também têm ou tiveram distúrbio da fluência. Segundo informações do Instituto Brasileiro de Fluência (www.gagueira.org.br), a gagueira é um distúrbio involuntário, ou seja, a falta de controle sobre a fala. Desta forma, a gagueira é cientificamente considerada como distúrbio ou transtorno de fluência da fala.
O problema central consiste em uma dificuldade do cérebro para sinalizar o término de um som ou uma sílaba e passar para o próximo. Desta forma, a pessoa consegue iniciar a palavra, mas fica "presa" em algum som ou sílaba (geralmente o primeiro) até que o cérebro consiga gerar o comando necessário para dar prosseguimento com o restante da palavra.
Existe tratamento para a gagueira?
Apesar da evolução da ciência e das pesquisas sobre o tema, ainda não existe um tratamento que cure a gagueira totalmente. Os tratamentos disponíveis promovem uma diminuição significativa, mas não garantem 100%. Os sintomas podem persistir mesmo que sutis. Para escolher o tipo de tratamento ideal para paciente alguns fatores são levados em consideração, como: intensidade da gagueira, presença de outros distúrbios de fluência e/ou de linguagem, neurológicos ou psiquiátricos, idade do paciente e aderência do paciente ao tratamento.
Além da terapia fonoaudiológica – que pode durar seis meses (casos mais leves) até dois anos (casos mais graves) – já existe no Brasil o único aparelho portátil do mundo que minimiza os sintomas da gagueira, o SpeechEasy. O produto é baseado no fenômeno natural chamado “efeito coro” e de acordo com estudos reduz o problema em até 80%. O SpeechEasy foi desenvolvido pelo pesquisador Joseph Kalinowski, do Departamento de Ciência da Comunicação e Distúrbios da East Carolina University, nos Estados Unidos, que trabalhou mais de 12 anos em pesquisas até chegar ao produto final. Kalinowski é gago e procurava “um remédio” para a gagueira.
Sobre o Grupo Microsom
Especializado em soluções auditivas, o Grupo Microsom foi fundado em 1991 com o objetivo de oferecer qualidade de vida às pessoas com perda auditiva. A empresa é representante exclusiva no Brasil dos aparelhos auditivos Unitron Hearing. Com o objetivo de expandir sua atuação, em 2007 a empresa firmou parceria com a marca americana SpeechEasy para oferecer tratamento a pessoas com gagueira. Trata-se de um aparelho; colocado na orelha, que promove a fluência nas pessoas que gaguejam. O acordo também é de exclusividade e prevê a distribuição do produto SpeechEasy a partir de 2008.