Projeto possibilitou que muitos profissionais dessem um novo rumo às suas carreiras
Cerca de 470 pessoas com deficiência ganharam novas perspectivas profissionais após participarem da primeira edição do Programa FEBRABAN de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas com Deficiência no Setor Bancário, realizada em 2009. Com as 444 vagas abertas na edição 2011, o programa terá beneficiado este ano um total de 913 pessoas.
“Um dos intentos do programa é ajudar os bancos a aumentar de forma substancial a presença de pessoas com deficiência nos seus quadros de funcionários”, diz Mario Sergio Vasconcelos, diretor de Relações Institucionais da FEBRABAN. “Nossos objetivos, no entanto, vão muito além disso. Queremos incentivar a diversidade e mudar o comportamento social, mostrando à sociedade que essas pessoas podem e devem participar ativamente do processo produtivo do país”, reitera Vasconcelos.
Vilma dos Santos, deficiente auditiva de 31 anos, é uma das pessoas que participaram da primeira edição do projeto e que declaram a profunda mudança que isso significou em sua vida.
“Estava empregada antes, mas não era realmente incluída na sociedade como hoje. Eu vivia em um mundinho só meu, fechado para conquistas e cheio de medos. Hoje estou desempenhando uma função que me deixou mais aberta para descobertas e realizações”, conta Vilma, que antes trabalhava na produção de uma fábrica de embalagens, e hoje atua na área de financiamentos do Santander.
O caso de Vilma é bastante emblemático, porém não é o único. Hoje aos 40 anos, Marta Cristina Silva, que também possui uma deficiência auditiva, conta que conquistou sua posição profissional mais significativa após ingressar no programa da FEBRABAN. “Foi muito emocionante ter meu perfil aprovado no projeto, parecia um sonho sendo realizado. Sempre imaginei que trabalhar no setor bancário seria muito bom, mas nunca achei que teria uma chance. Hoje tenho muito orgulho do meu trabalho”, diz Marta, que é funcionária do Itaú-Unibanco.
Para o deficiente visual Neimar Rosa, de 36 anos, que hoje também atua no Itaú-Unibanco, o projeto foi importante, pois ajudou-o a redirecionar sua carreira. “A vivência na área de Recursos Humanos do banco me despertou o interesse de estudar Psicologia e isso me levou a ingressar na faculdade”, conta Neimar.