*Por Raimundo Ribeiro, diretor comercial, marketing e técnico da Fujitsu General do Brasil

Durante muito tempo, preço foi sinônimo de vantagem competitiva. Marcas que ofereciam o menor valor ganhavam espaço, fidelizavam clientes e expandiam mercados. Mas esse paradigma já não se sustenta, especialmente entre os mais jovens. A geração Z, formada por pessoas nascidas entre meados dos anos 1990 e 2010, vem mostrando que valor é algo mais complexo, emocional e intangível.
Crescendo em um mundo de hiperconectividade, crises ambientais, transformações sociais e excesso de informação, essa geração passou a questionar mais, pesquisar mais e, principalmente, escolher com mais propósito. O que está em jogo não é apenas o quanto custa, mas o que representa.
Marcas que se posicionam ganham espaço no carrinho
Para a geração Z, neutralidade não é mais uma opção. Segundo o estudo True Gen da McKinsey, 70% dos jovens dessa geração esperam que as marcas tomem posição clara em relação a causas sociais e ambientais. Isso inclui diversidade, justiça social, meio ambiente, inclusão e ética corporativa.
Eles não querem apenas comprar produtos; querem consumir histórias, causas e identidades com as quais se conectam. Uma marca que se posiciona com autenticidade vira referência. Uma que se omite, ou pior, finge se importar, é facilmente desconsiderada.
Preço baixo pode chamar atenção, mas não constrói afinidade. Já o alinhamento de valores é o que sustenta o vínculo.
A experiência tem mais peso do que o produto
Outro ponto decisivo é a experiência. Para essa geração, o relacionamento com uma marca começa muito antes da compra e continua muito depois. Atendimento, agilidade, fluidez, acessibilidade, personalização e coerência são esperados como padrão. Não são mimos, são requisitos.
Dados da Salesforce mostram que 66% da geração Z esperam experiências personalizadas em todos os canais. Eles valorizam marcas que escutam, respondem e evoluem com rapidez. Se a jornada for difícil, burocrática ou desconectada, o abandono é instantâneo, mesmo que o preço seja atraente.
O consumidor jovem quer se sentir visto, ouvido e respeitado. Isso vale mais que qualquer desconto.
A coerência vale mais do que a propaganda
A geração Z também é a geração do “ver para crer”. Transparência, coerência e responsabilidade são filtros permanentes na hora de escolher uma marca. Eles pesquisam, comparam, denunciam e compartilham. Redes sociais, fóruns e plataformas de review viraram vitrines e tribunais.
Um levantamento global do IBM Institute for Business Value revelou que 77% dos consumidores preferem comprar de empresas com práticas sustentáveis e transparentes. Mais do que isso: quase metade dos entrevistados já pagou mais por produtos que consideram ambiental ou socialmente responsáveis.
Ou seja, a confiança se tornou o ativo mais valioso de uma marca. E ela só se conquista com ações consistentes, não com promessas vazias ou campanhas pontuais.
Preço importa, mas não é o que determina a escolha
É claro que o preço segue relevante, especialmente em um país como o Brasil, onde boa parte da população ainda enfrenta restrições financeiras. Mas mesmo nesse cenário, a lógica de valor está mudando. O consumidor jovem aceita pagar mais quando entende o que está por trás daquele produto: propósito, impacto, ética, inovação, cuidado.
O desafio das empresas é compreender essa nova mentalidade e adaptar suas estratégias. Não se trata de abandonar a competitividade de preços, mas de ampliar o conceito de valor oferecido ao cliente.
Quem entende o novo valor, conquista o novo consumidor
A geração Z está redefinindo o consumo. E como eles são o futuro e já influenciam o presente, é essencial ouvir o que estão dizendo nas entrelinhas: preço atrai, mas não convence. É preciso oferecer algo que faça sentido, que tenha impacto, que comunique com verdade.
Quem insiste em competir apenas pelo menor preço está jogando um jogo antigo com regras novas.
*Raimundo Ribeiro é Diretor Comercial, Marketing e Técnico da Fujitsu General do Brasil.
Sobre a Fujitsu General do Brasil
A Fujitsu General foi fundada em 1936, no Japão e faz parte do Grupo Fujitsu, uma das maiores companhias mundiais de engenharia eletrônica. Após 24 anos de mercado, a Fujitsu iniciou a fabricação em série do seu primeiro ar-condicionado. Desde então, a empresa tem desenvolvido sistemas de refrigeração de ambientes que contam com reconhecimento mundial por conta da qualidade e design inovador.
Presente no Brasil há 45 anos e com sede em São Paulo, a Fujitsu General do Brasil foi pioneira no País em oferecer a tecnologia inverter – destinada para quem busca a climatização do ambiente com menor consumo de energia, tanto em espaços corporativos ou residenciais.
A empresa é amiga do meio ambiente e tem como propósito utilizar recursos para fidelizar o público que vai desde os distribuidores, passando pelos instaladores e chegando aos consumidores finais. Com a missão “Vivendo juntos pelo nosso futuro”, a Fujitsu General do Brasil, vincula filosofia e os valores da organização às inovações tecnológicas com os propósitos de sustentabilidade para oferecer um futuro melhor às próximas gerações.
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