São Paulo, novembro de 2009 – Se apenas 15% do potencial de geração de energia eólica na costa marítima brasileira fosse explorado, teríamos uma produção de até 12 vezes a usina de Itaipu. Essa é a conclusão do engenheiro Euclydes Trovato Neto, diretor da empresa Planta Engenharia, graduada em 2006 pelo Cietec (Centro de inovação, empreendedorismo e tecnologia).
O profissional ilustra dizendo que, enquanto uma usina como Itaipu gera, em média, 12 terawattz/h/ano, o potencial eólico da costa marítima brasileira é de 600 terawattz/h/ano. Além disso, esse tipo de energia diminui os riscos de problemas durante a fase de distribuição, uma vez que aproxima o local de produção energética dos consumidores. “A tecnologia marítima para produção eólica é uma das mais avançadas no mundo. Localizadas próximas à conta brasileira, as torres poderiam atender os estados litorâneos e as principais capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo”, detalha.
O mercado para energias limpas está em expansão em todo o mundo e esse tipo de energia já e usada em países como Noruega, Dinamarca, Inglaterra, Espanha, Estados Unidos e Canadá. De acordo com o relatório do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês), em 2008, foram investidos US$ 51 bilhões em energia eólica. Ainda segundo o relatório, o Brasil foi um dos paises que mais investiu em energias renováveis no ano passado, tendo como destaque o uso do etanol e a produção de energia por meio do vento.
Para Trovato Neto, a utilização das energias renováveis em substituição as não-renováveis oriundas de combustíveis fósseis é viável e sustentável. “Além de serem praticamente inesgotáveis, apresentam impacto ambiental muito baixo ou quase nulo, sem afetar as condições climáticas ou composição atmosférica do planeta. Contudo, transformar essa realidade requer continuo investimento em novas tecnologias”, lembra.
Sobre a Planta Engenharia
A empresa desenvolve tecnologias inovadoras para construção de torres marítimas e geração de energia eólica a custo competitivo. Segundo, hoje, as estruturas utilizadas na confecção das torres são geralmente feitas em aço.
O projeto da Planta é desenvolvido com alumínio e matérias compósitos, o que facilita a montagem e manutenção porque o peso da estrutura é reduzido em até 60%. Esse fato acarreta em economia com custos logísticos, de instalação e transporte, como contratação de guincho, utilização de um navio menor, entre outros.
“Optamos por desenvolver tecnologias inovadoras para gerar energia eólica por meio de torres instaladas no mar, porque grande parcela da população brasileira se concentra na costa litorânea, fato que somado as condições climáticas do País nos propicia condições favoráveis, principalmente, nas regiões Nordeste e Sul”, esclarece.
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores da América Latina, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretária do Desenvolvimento do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (SEBRAE-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.
Um dos mais importantes centros incubadores da América Latina, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretária do Desenvolvimento do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (SEBRAE-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.
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