Prevista para 2007 a produção do redutor da evaporação de água doce - Trama
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Prevista para 2007 a produção do redutor da evaporação de água doce

São Paulo, 09 de janeiro de 2007 – A Lótus Química Ambiental, empresa do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), espera iniciar ainda este ano a fabricação do produto que pode reduzir em até 50% a perda de água por evaporação em lagos, açudes e reservatórios em geral.

O produto tem ganhado reconhecimento no Brasil. A Lótus encerrou o ano de 2006 com o terceiro lugar na categoria tecnologia do Prêmio Ambiental von Martius, considerado o mais importante prêmio ambiental do Brasil e organizado pela Câmara Brasil-Alemanha. Em 2005, a empresa foi finalista no segundo fórum New Ventures de capital de risco, e em 2006 foi um dos destaques no 14° Venture Fórum Finep. Desde então, o projeto da Lótus tem chamado a atenção de investidores nacionais e internacionais.

O diretor científico Marcos Gugliotti estima que o tamanho do mercado brasileiro para o redutor da evaporação é de R$ 13,8 bilhões. Ele se baseia nos dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Organização (FAO/ONU), segundo a qual existem 5,3 milhões de hectares de água represada no Brasil. Descontados os reservatórios gigantes, o mercado potencial é de pelo menos 4 milhões de hectares.

O plano de negócios da empresa prevê a produção de cinco toneladas ao mês no primeiro ano de atividades. “A estimativa é que no quinto ano consigamos atingir R$ 9 milhões em faturamento”.

As perspectivas de Gugliotti são otimistas porque o mercado começou a perceber a importância do produto desenvolvido pela empresa. “A água doce é considerada neste século a principal commodity mundial. Já existem conflitos pela disputa da água em vários países do mundo. De certa forma, isto já ocorre também no Brasil”, destaca.

Tecnologia testada
O redutor da evaporação é uma mistura em forma de pó que, ao ser aplicada na água, forma um filme ultrafino na superfície (com a espessura de apenas uma molécula) que se espalha rapidamente por grandes áreas e reduz e evaporação sem alterar as trocas gasosas de oxigênio e gás carbônico entre o corpo hídrico e a atmosfera. Um quilo da mistura é suficiente para recobrir um hectare (10.000 m2) e a aplicação deve ser feita a cada 48 horas em média, pois o produto é biodegradável.

O produto da Lótus foi submetido a testes em laboratório e de campo, e demonstra eficácia. Algumas dessas verificações foram realizadas por terceiros, como a Embrapa Instrumentação Agropecuária, de São Carlos/SP, que testou o produto em laboratório. Foram realizados também ensaios toxicológicos e um teste de impacto ambiental em um reservatório real, e os resultados demonstraram que o produto não causa danos à fauna ou à flora e não altera a qualidade da água.

Até março deverão ser concluídos os estudos de viabilidade para fabricação do produto em larga escala.
A mistura em pó contém álcoois graxos como princípios ativos, que não são tóxicos e por isso também são usados na composição de cosméticos e remédios. Gugliotti afirma que, atualmente, o mercado conta com apenas um redutor da evaporação. “É um produto tóxico (com hidróxido de cálcio), com baixa aceitação no mercado. É mais usado em países do oriente médio”, diz.

Apoio da Fapesp
Em dois anos e meio, o projeto da Lótus recebeu mais de R$ 300 mil em recursos do Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresa (Pipe) da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Neste período, a Lótus protocolou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) dois pedidos de patentes, duas marcas, e publicou dois artigos científicos.

Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do País, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.


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