Vacina, oferecida gratuitamente pelo SUS, contribui para reduzir o risco de diversos tipos de câncer entre meninas e meninos
Brasília, 24 de abril de 2026 – Nesta Semana Mundial de Imunização, o UNICEF no Brasil destaca os avanços do País na prevenção do papilomavírus humano (HPV) e na promoção da saúde de adolescentes. Nos últimos anos, o Brasil registrou crescimento consistente na cobertura vacinal contra o HPV tanto entre meninas quanto entre meninos, protegendo-os de diferentes tipos de câncer.
Entre as meninas, a cobertura vacinal passou de 79,1% em 2021 para 86,1% em 2025. Já entre os meninos – público cuja vacinação gratuita teve início alguns anos mais tarde — a cobertura avançou de 41,1% para 74,5% no mesmo período. Esses resultados são fundamentais para garantir a proteção de meninas e meninos contra diversos tipos de câncer associados ao HPV, como o câncer do colo do útero, do ânus, da garganta e do pênis.
Introduzida no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2014, a vacina contra o HPV passou a ser oferecida gratuitamente para meninas, primeiro na faixa de 11 a 13 anos, sendo ampliada depois para 9 a 14 anos. Posteriormente, em 2017, a vacinação foi estendida a meninos da mesma faixa etária, reforçando a proteção coletiva e a prevenção de doenças ao longo da vida.
Além da oferta da vacina nos postos de saúde, o Brasil também tem investido na imunização em escolas, facilitando o acesso e contribuindo para o aumento das coberturas vacinais. A estratégia inclui a realização da Semana de Vacinação nas Escolas, que acontecerá entre 24 e 30 de abril.
“Os resultados do Brasil em relação à imunização contra o HPV merecem ser comemorados. Eles demonstram que investir não apenas na vacinação nos serviços de saúde, mas também nas escolas, é uma estratégia eficaz para ampliar o acesso, reduzir desigualdades e proteger adolescentes em um momento-chave de suas vidas”, afirma Luciana Phebo, chefe de Saúde do UNICEF no Brasil.
“O Governo do Brasil enfrentou o negacionismo e a difusão de mentiras para o Brasil voltar a ser uma referência mundial. Conseguimos aumentar a cobertura de todas as vacinas do calendário infantil, ampliar a proteção contra o HPV com índice cinco vezes maior que a média mundial e evitar a reintrodução do sarampo no país que cresce em países como os Estados Unidos. Hoje, alcançamos os melhores dados de cobertura vacinal dos últimos nove anos com uma estratégia clara: recuperar a confiança das famílias e levar a imunização até onde as pessoas estão. Hoje, 81,2% dos municípios brasileiros já realizam vacinação em ambiente escolar”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Além de ampliar a imunização contra o HPV, é importante investir em estratégias específicas de saúde de adolescentes. Para contribuir com essa agenda, o UNICEF lança nesta sexta-feira, 24 de abril, em parceria com o Ministério da Saúde, a iniciativa Unidades Amigas das Adolescências (UAA). A proposta é apoiar redes municipais de Saúde para qualificar unidades de saúde e oferecer um cuidado mais acolhedor, inclusivo e baseado em evidências para adolescentes de 10 a 19 anos, fortalecendo a escuta, o acesso aos serviços e a abordagem centrada em direitos.
A iniciativa envolve diagnóstico participativo, formação das equipes, monitoramento contínuo e certificação das unidades, considerando as realidades locais e a participação ativa de adolescentes.
Sobre a vacina contra o HPV
A vacina contra o papilomavírus humano (HPV) é segura, eficaz e fundamental para a prevenção de diversos tipos de câncer associados ao vírus. No Brasil, ela é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
A imunização protege contra os principais tipos do HPV responsáveis por câncer do colo do útero, além de outros cânceres como os de ânus, garganta (orofaringe), pênis, vulva e vagina. Quando aplicada antes do início da vida sexual, a vacina tem maior eficácia e contribui para a proteção individual e coletiva ao longo da vida.
A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país e também vem sendo ofertada por meio de campanhas de vacinação nas escolas, estratégia que facilita o acesso de crianças e adolescentes à imunização e ajuda a ampliar as coberturas vacinais.